Se há determinado tipo de notícias que me incomoda nas revistas do coração é quando se faz capas do género "jogador da bola X deixa a avó viver na miséria apesar do ordenado milionário" (como aconteceu há pouco tempo com o Cristiano Ronaldo, por exemplo). E quem diz jogador da bola, diz actor, cantor, bailarino ou apresentador. Diz avó, pai, mãe ou irmãos. E é algo que me faz confusão porque as pessoas depreendem que ter muito dinheiro e partilhar o ADN são razões inequívocas para a obrigação de ajudar. Esquecem-se é que há, muitas vezes, questões muito mais fundas que justificam a indiferença. Só cada um de nós sabe até que ponto foi magoado e nem todos temos a capacidade de perdoar e esquecer.
Porque por detrás desses laços de sangue há tantas e tantas vezes actos de maldade que ferem como ferros em brasa. E nisto eu sei bem do que falo, porque o meu pai cortou relações com os pais dele desde os meus dois anos quando percebeu que, apesar desses tais laços de sangue, eu não era tratada como devia.
É sempre muito fácil falar e resolver problemas que não são os nossos.
Concordo
ResponderEliminarSabes o que te digo? Cada um sabe de si e ninguém pode julgar sem sequer saber o que se passa...e mesmo que saiba, não está directamente na situação em concreto!
ResponderEliminarMas também te digo...todas as pessoas têm direito a uma segunda oportunidade e saber perdoar é muito bonito, embora extremamente difícil, o que torna o acto ainda mais importante e de valor! Não nos podemos esquecer que todos erramos nesta vida!
Mas partilhar laços de sangue é algum contrato que obriga uma pessoa bem-sucedida a distribuir os seus milhares por toda a gente da família, mesmo que nunca os tenha visto à frente?
EliminarPessoas que nunca fizeram parte da tua vida, nunca te ajudaram a chegar onde chegaste (se for preciso até te deitaram abaixo) e que vão queixar-se para revistas cor-de-rosa. Qualquer pessoa que fosse falar de mim para uma revista era automaticamente excluída da minha vida, nem que vivesse debaixo da ponte. Há pessoas melhores neste mundo para ajudar, pessoas que não vivem a achar que os outros lhes devem tudo e mais alguma coisa. E eu, pessoalmente, que sou uma croma financeiramente responsável, nunca daria dinheiro a quem não confiasse que o saberia gerir. No máximo, se o meu coração falasse mais alto que o cérebro (infelizmente às vezes acontece-me) daria comida/bens essenciais a essa gente, nunca dinheiro.
Mira
Mira, o meu comentário em nada diz que as pessoas famosas com dinheiro tenham obrigação de ajudar familiares e amigos. Eu nem sequer falei na questão monetária.
EliminarO meu comentário foi essencialmente relativo a esta parte do texto: "Esquecem-se é que há, muitas vezes, questões muito mais fundas que justificam a indiferença. Só cada um de nós sabe até que ponto foi magoado e nem todos temos a capacidade de perdoar e esquecer.".
Relativamente à questão monetária, eles próprios é que sabem se devem ajudar ou não...tal como já comentei num anterior post da Cláudia em que se falava sobre a família do dono do Facebook trabalhar nos seus próprios negócios e não estar a viver dos rendimentos do Mark Zuckerberg. Até porque, considero que viver com o dinheiro ganho por outros não trás realização pessoal.
Mas claro, nisto tudo, haverá sempre interesseiros, quer sejam da família ou não!
Também concordo. Cada um sabe da sua vida mas as revistas fazem de tudo para vender. E parvo é, quem se deixa levar e não pensa um bocado. Muitas vezes também estão onde estão mas não é à custa desses familiares que por vezes tanto criticaram os sonhos ou que enquanto eram anónimos viravam as costas. Mas quando se é famoso já são os melhores sobrinhos, netos, etc. E quantas vezes nas nossas vidinhas anónimas não acontece o mesmo tal como referes.
ResponderEliminarE quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro... lá por ser rico, ninguém tem de dar nada a ninguém se sempre foi maltratado, por exemplo! É o caso da Adele, que foi abandonada em pequenina pelo pai e ele agora parece que quer reatar a relação, tão oportuno...
ResponderEliminarKyla,
ResponderEliminarnão concordo. Acho que há determinado tipo de atitudes que de são tão graves que quem as pratica não pode ter nem merece uma segunda oportunidade.
Também sou totalmente contra os julgamentos feitos por parte de quem está de fora e desconhece o que se passa. Com base, então, em títulos de revistas, é mesmo sem comentários.
ResponderEliminarAgora, em relação ao ponto principal do post, confesso que sou suspeita para falar pois tenho a (imensa) sorte de ter uma família (próxima e menos próxima) fantástica e por isso às vezes tenho dificuldade em compreender famílias cujos laços não são como os que estou habituada a ver. Custa-me particularmente ver irmãos que não se dão bem, uma vez que tenho o grande desgosto de não ter irmãos e fico sempre com aquele sentimento de que as pessoas não aproveitam a sorte que têm.
Em relação a segundas oportunidades, já que se falou disso, acho que todos perdem quando há atitudes lamentáveis que levam ao corte de relações, seja em contexto familiar ou entre grandes amigos, por exemplo. Já tive duas situações dessas na minha vida, em relação a duas pessoas muito amigas. Tenho o defeito (ou não, é discutível) de sentir tudo exageradamente, quer para o bem quer para o mal, e quando alguém de quem gosto mesmo muito me magoa, fico muito sentida. Num dos casos consegui, após vários anos, "perdoar", ou melhor, entender, e soube-me muito bem. Os sentimentos negativos apenas nos consomem, não trazem nada de bom. No outro ainda estou em pleno trabalho interior, mas um dia a coisa vai lá. Claro que cada caso é um caso, e de facto deverão existir atitudes que a pessoa não consegue ultrapassar, cada um sabe o que sente.
Penso como tu. É incorrecto julgar as pessoas dessa forma.
ResponderEliminarEu também podia ser podre de rica que não iria dar o meu dinheiro a pessoas que não merecem sequer o meu olá.
Assino por baixo. Não cortei relações com o meu pai mas não sinto que tenha qualquer tipo de obrigação com ele. Aliás, para os vizinhos ele tem um filhO, mas na realidade tem duas filhAs, esse rapaz é só filho da companheira. Ninguém nos conhece como filhas dele vejam só. Adoraria (agora podem mandar os tomates podres) ver um título desses sobre mim "rica e abandona pai". Lindo!
ResponderEliminarTenho familiares próximos que ajudaria porque são PESSOAS, e toda a gente merece um ajudinha... não por merecerem o meu amor.
ResponderEliminarEu não tenho essa capacidade, a de perdoar e esquecer. Raramente dou 2ª oportunidade às pessoas que me fazem mal. Isso é capaz de fazer de mim uma pessoa amarga aos olhos dos outros, mas que se lixem os olhos dos outros porque da minha vida, sei eu. No meu caso, se fosse milionária iria seleccionar as pessoas a ajudar, com toda a certeza. E como alguém disse, só quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro.
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