Pois que é verdade, desde a última vez que passei por cá já desovei, ou seja, há mais de um par de meses que a vidinha calma e pacata que eu conhecia se escafedeu. Entretanto chegou cá casa um pequeno piriquito por quem nos apaixonamos cada dia mais.
A minha gravidez não foi fácil. Quando no primeiro rastreio nos dizem que o filho que carregamos tem uma em sete probabilidades de ter trissomia 21, e apesar de todos os exames de tecnologia de ponta realizados posteriormente dizerem o contrário, só ficamos verdadeiramente aliviados quando o vemos e tocamos. Foram, portanto, quase nove meses de ansiedade em níveis elevados.
Já no parto tive direito ao menu completo. As águas rebentaram-me espontâneamente mas a dilatação não evoluiu, por isso ao fim de 16 horas induziram o parto. Após quase 12 horas de trabalho de parto com direito a entrar na fase de expulsão e tudietudo, toca de ir para cesariana de urgência porque o piriquito estava literalmente preso a meio do caminho e a entrar em sofrimento. Conclusão, para o retirarem a ele o mais rapidamente possível mexeram-me nas entranhas todas, o que resultou numa semana de internamento e três dias algaliada. Recordar as dores dos dias seguintes é coisa para me fazer pensar no celibato até à morte. Foram litros de Tramal IV, senhores. Eu nem precisava pedir, as enfermeiras tinham ordens para me dar aquilo em modo non stop. Viva as drogas, yeeiii!
Entretanto, o primeiro mês também foi do escafandro com pequena criatura a berrar bastante e a mamar rigorosamente de duas em duas horas, noite e dia! ... nas primeiras três semanas arrependi-me da minha decisão de ser mãe numa média de meia-dúzia de vezes ao dia. Depois passou e hoje já não vejo o meu dia-a-dia sem o meu piqueno leitãozinho, mas o inicio foi muito complicado! O lado positivo disto tudo? Alontrei 11kg em nove meses, perdi 15kg em cinco semanas!
Agora cá andamos, a aproveitar as pequenas evoluções e a estragar a criaturinha com muito mimo!
Parabéns Claudia e bem vinda de volta!
ResponderEliminarEu não imagino, sequer, o que seja passar por esse sofrimento todo. Mas sei que conforme o teu piriquito for crescendo, vais-te apaixonando mais. Eu olho para a minha afilhada, de dois anos e meio, e penso como é possível existir uma coisa tão fofa e tão linda na minha vida! :)
ResponderEliminarÓ Cláudia, aguardamos os próximos posts a dizer que isto não é um mommy blog, e que apesar de não dormires nada a maternidade é o melhor da vida, e que não é tudo cor-de-rosa mas é tudo ultra-avassalador e por isso vais ficar em casa e queres outro e sabe-se lá se não te dá para teres mais 3 ou 4. Felicidades.
ResponderEliminarMais de dois anos de pausa no blog não foram suficientes para fazer sumir todo o comentador parvinho disfarçado de boa gente que por aqui pairava!
EliminarVou contar-lhe um segredo: Enquanto houver mulheres a parir há-de sempre haver "comentadores parvinhos armados em boa gente". Agora que tem um filho, e não sabe no que ele se tornará, deveria pensar mais nisto. É a vida. #dealwithit
EliminarEu de facto penso todos os dias em que raio de mundo o meu filho vai ter que viver e que tipo de gente vai ter que aturar. Depois penso também que sou confiante e competente o suficiente para garantir que ele não se torna um merdas recalcado como o anónimo. #getalife
EliminarA mãe do Hitler também passava os pés pequeninos e lindos na cara dela e cheirava-lhe o pescoço e tudo e tudo e tudo. Era uma querida e olhe... Por mais competência e mais "garantias" que uma mãe tenha, nunca se sabe. It´s not about you anymore, darling.
EliminarParabeeens :)
ResponderEliminarParabéns, que tenhas muita energia, vais precisar para ultrapassar as noites mal dormidas. Felicidades.
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