quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Sou uma crente, pois sou!


Não conhecia e nunca tinha ouvido falar da Kayla Itsines até que a Panda fez um post sobre ela. E pronto, autênticos milagres à distância de 'apenas' 12 semanas é uma coisa que me parece bem, principalmente acreditando nos testemunhos que proliferam na internet. 
Seguindo os passinhos da Panda à risca, também fui ao ebay e acabei de comprar o guia (no meu caso por uma pechincha muuuito melhor que a dela) e, caso o ebay não me falhe pela primeira vez, dentro de algumas horas o mesmo deve ir parar ao meu e-mail. Depois vem a parte difícil que é arranjar força de vontade diária. Mas como estou a alontrar de dia para dia isto é coisa para ser levada a sério, caso contrário entro em modo depressivo*.

Atentem nos exemplos além net:




Haja motivação.
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*E não, eu não sou uma pessoa feliz estando acima do peso com que eu acho que devo estar. Chamem-me fútil mas, apesar de adorar cozinhar e comer, estou longe de achar que gordura é formosura.

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

...



Tem dias que me apetece falar, gritar, berrar até ficar sem voz e ficar sem o que dizer. Não o faço. Não o quero fazer. Não sei o que viria daí, por isso travo a voz. Infelizmente não o consigo fazer  com o pensamento. Já não durmo como dormia e, pelo cansaço, um dia o (meu) vidro talvez quebre e eu não sei se consigo voltar a colá-lo. E mesmo que cole, vai ficar sempre rachado e às vezes as ranhuras impedem que continuemos a olhar pela janela da mesma forma.


Pela boca morre o peixe


Dizem as notícias que Cristiano Ronaldo se recusou a trocar a t-shirt com os seus adversários no jogo com Israel antes do mundial de futebol no Brasil. Ora, eu achei que foi uma atitude muito ponderada de alguém que claramente percebe o assunto em causa e sobretudo coerente da parte dele, já que, sendo Vladmir Putin o ser dúbio que é, CR7 também se recusa diariamente a trocar mimos mais ou menos calorosos com cidadãos russos sem quaisquer ligações políticas. Um aplauso, portanto, para a inteligente posição do craque nacional.


quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Cláudia a fazer serviço público desde 1984


Pois que as lojas Schlecker desapareceram do mapa. Puftas, escafederam-se! E com elas alguns achados ao nível de pechincices, não é minhas felores?! Não, minhasjamigas, não é! A cadeia de lojas com nome dificil de pronunciar chama-se agora 'Clarel' e tem uma nova imagem. Contudo mantém o mais importante, a bela da pechincha de quando em vez, com a mais valia de agora pertencer ao grupo DIA  e ter frequentemente  parcerias com os supermercados mini-preço (vales de desconto mútuos). Mas o mais giro é verificar que conseguiram trabalhar com uma nova marca que a Schlecker não trabalhava: a Rimmel London. E, melhor ainda, praticarem preços que nenhuma outra loja/hipermercado pratica.
Atentemos nos exemplos práticos:

 Esta base, que não sendo a última bolacha do pacote, é muito jeitosa para o dia-a-dia, custa no Continente €13.99. Esta que Vos escreve pagou por ela €4.99 na Clarel, sem que estivesse em qualquer promoção. Aliás, um par de meses se passaram entretanto e ela lá continua com o mesmo valor marcado.

 Já este pó compacto para lá de sumpimpa custa no supermercado do Tio Belmiro cerca de €8.50, na Clarel são €6.90.

Assim sendo, Senhoras que gostam desta arte que é borrar a cara para parecer que somos giras, é arregalarem bem os olhinhos e procurarem a Clarel mais próxima de Vossa casa, que Vos faz bem ao ego e não magoa a carteira.

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Nota: este post não tem qualquer vínculo publicitário e foi escrito tão só em jeito de partilha, que eu sou, como sabeis, pessoa profundamente altruísta!

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

(F)utilidades


Eu sou como a outra e também gostava bastante de ter uma mala da Chanel. E a 2.11 também é a minha preferida e tudo mas como sou uma pobretanas do pior e tenho esse defeito terrível de achar que primeiro deve ir a comida para mesa, não me dá grande jeito gastar duas mil e tal patacas num pedacinho de pele, por muito jeitosa e charmosa que seja.
Assim sendo, ando em busca de uma espécie-de-2.11, versão barata, e vi esta na Zara:


Vi, sorri, olhei para o preço e deprimi. Como eu já tive oportunidade de referir anteriormente neste espaço, os senhores da Zara metem-se muitas vezes nos copos quando estão nas reuniões para decidir a tabela de preços da colecção e como tal já estavam meios bebidos  quando disseram que esta especie-de-2.11 valeria quase €90 quando saísse para as suas lojas. Se é gira? É! Se vale noventa euros? Nunca nesta vida!

Assim sendo, minhas ricas felores, o que Vos peço é que me mostrem alternativas a um preço normal desta piquena. Vá, não se calem e digam-me tudo.

Agradecida.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Cantemos todos juntos a uma só voz


E viva o Ebay!!

Pois que quase todos os itens que eu comprei no ebay já me chegaram às manitas.Uns em tempo recorde, outros nem tanto, uns a fazer sorrir e outros a deixar aquela sensação de 'ehhh'. Atentemos, portanto, no resumo da coisa:

A t-shirt dos corações foi a primeira a chegar, veio muito bem embalada e corresponde à foto, mas a qualidade é fraquiiiinha.
O colar chegou inteiro e lindão. Uma verdadeira pechincha se olharmos para as zaras e parfois desta vida. Olhando para ele diria que custou uma meia-dúzia de vezes mais do que aquilo que efectivamente paguei por ele.
A lingerie erótico-badalhoca chegou inteirinha e com qualidade suficiente para aquilo que eu paguei por ela e promete alegrar algumas noites lá por casa.
Entretanto também já chegou um cinto dourado que comprei e não tinha mostrado (este sim, um verdadeiro exemplo de Speedy Gonzales dos correios asiáticos!) e que por escassos 0.70€ me deu um rasgado sorriso.

Falta apenas a blusa amarelo-canário para dar como fechada esta remessa de compras. Até ver, valeu tudo muito a pena e tirando o facto do carteiro que lá vai a casa achar que eu ando a traficar cenas maradas vindas da China tal é quantidade de encomendas que recebo, chegou tudo direitinho como era suposto.


segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Definição básica do conceito 'vergonha alheia'


Despedidas de solteira em que elas andam todas vestidas de branco e coroa de flores na cabeça e respectivo casamento em que um pequeno ajuntamento constituído pelo noivo e mais meia-dúzia de amigos já bebidos se agrupa a (fingir que está a) dançar músicas manhosas numa espécie de ode à noiva.


sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Pessoas, ooohhhh Pessoaaaasss!



Então é assim, comprei na hora de almoço uma garrafa de Gin apesar de nunca ter provado gin na vida. Mas como anda meio mundo vidrado em Gin e eu sou pessoa que não gosta de se sentir como um burro a olhar para um palácio, tenho que experimentar esta nova moda para poder formar uma opinião. Sei que aquilo tem que ser bebido com tónica, mas pergunto agora a Vós, pessoas cultas e informadas, como é que se prepara um bom Gin? Que ingredientes complementares é que fazem dele a bebida ideal para apanhar uma carraspana de fim-de-semana!

Agradecida.

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Vá, ajudem-me a entender


Sim, eu sei que sou uma choninhas de primeira com aquela coisa da privacidade e de pessoas estranhas saberem quase tanto da minha vida quanto eu mesma e que às vezes até parece que escondo segredos de Estado, mas, ainda assim, haverá alguma razão realmente válida para que as pessoas escarrapachem no FB não só o seu percurso académico desde o infantário até à faculdade, acrescentando a sua profissão e o seu local de trabalho, como fazem mesmo questão de actualizar aquilo, qual Curriculum Vitae:

23 de Junho de 2011 começou a trabalhar na feira de Arcozelo. 
17 de Janeiro 2012 deixou de trabalhar na feira de Arcozelo. 
15 de Fevereiro de 2012 começou a trabalhar na Junta de Freguesia de Carrapito de Cima. 
16 De Outubro de 2013 deixou o seu emprego na Junta de Freguesia de Crrapito de Cima.

Será que nunca lhes passou pela cabeça que na internet tudo se sabe, tudo se descobre e que pode haver algum doidinho da cabeça que com isto tem todas as informações e mais algumas para fazer maldadas de vários géneros sem sequer fazer muito esforço? Hum, não? Só eu?!?

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Sobre o Brasil mas nem tanto sobre o futebol


Ao contrário da maioria das pessoas que conheço, eu não tenho qualquer curiosidade em conhecer o Brasil. Primeiro, o facto de não ser muito apreciadora de praia tira logo crédito a metade dos motivos que me poderiam fazer lá querer ir, mas depois há todo um rol de outros motivos de desincentivo: o famoso 'jeitinho' brasileiro que não é mais que a corrupção escarrapachada em cada canto, o astral do 'temos sempre tempo, tudo se ajeita, não é para se fazer é para se ir fazendo', as pessoas demasiado espalhafatosas que falam demasiado alto e se dão a conhecer a troco de nada (eu sou mais reservada que padre em dia de confissão, pessoas!), mais a insegurança e a falta de regras em geral em todo o país fazem-me atirar o Brasil lá para o fundo dos fundinhos das minhas prioridades turísticas.

Depois há esta questão do país-irmão, que eu nunca entendi muito bem, confesso. Dizem que numa relação há sempre um que gosta mais que outro, é certo, mas a aplicar-se a teoria à relação Portugal-Brasil, Portugal seria então a mulher corneada que continua a achar que o marido (o Brasil, portanto) não faz por mal, as badalhocas é que se lhe atravessam à frente e ele nem queria, foi quase obrigado a pecar.
Nós importamos a música deles, os escritores deles (e alguns são tão maus, senhores!), os filmes deles, as novelas deles. Agora façamos a procura inversa e o resultado é quase zero. A maioria dos Brasileiros não conhece nada de Portugal, não sabe nada de Portugal e a imagem que tem dos portugueses resume-se ao Sr. Manuel da padaria e a D. Maria de bigode preto e farfalhudo, vestida de negro. Não há, portanto, qualquer reciprocidade nesta relação que se quer tentar vender como sendo de amor. Não há qualquer investimento da parte deles nesta coisa do defender o que é português (e nem sequer vou entrar em discussões sobre o tal do acordo ortográfico que é para não me enervar!).

Posto isto, quando em dia de jogo Brasil-Alemanha eu digo que espero que os alemães ganhem é como se dissesse que queria expatriar Camões. Um ultraje. E eu pergunto quais seriam os fundamentos para eu torcer então pelo Brasil? Que eles falam a mesma língua que nós, é isso? Primeiro, não é bem assim. Experimentem lá reunir dois brasileiros acabadinhos de chegar e falem-lhes normalmente. A única resposta que vão obter é um 'oi?' atrás do outro. Mas ainda que aceitássemos o argumento da língua como válido (senão a Madeira e Açores também tinham que concorrer num campeonato à parte), depreende-se então que nos próximos Jogos Olímpicos (onde os portugueses costumam ser uma verdadeira nódoa também e vir para casa logo nas primeiras voltas) estará tudo a torcer por Angola, pela Guiné, por Timor, por Moçambique ou por Cabo verde ou por qualquer gueto neste mundo onde se fale uma espécie de português! 

Enfim, resumindo, que isto já vai longo, para mim este tipo de mentalidade é sinónimo de patriotismo bacoco. Eu sou pela Alemanha porque é avançada técnica e socialmente, porque é produtiva, porque é um exemplo de força e perseverança, porque é um país que tem muito para ensinar a quase todos os níveis e porque é, em última análise, vizinha europeia. Enforquem-me já, mas há valores que para mim são bem mais importantes em ser partilhados e ovacionados do que simplesmente se poder dizer que ambos sabemos o significado da palavra saudade sem precisar de consultar o dicionário.



terça-feira, 8 de Julho de 2014

Reclamações várias


Os Srs. do departamento de publicidade da Coca-Cola em Portugal ou são todos estrangeiros ou então têm um péssimo gosto para nomes de crianças. No supermercado só encontro latas de 'Enzo', 'Ivo', 'Ariana', 'Érica' e coisas semelhantes. Cláudia nem uma para amostra e nomes das sobrinhas (portugueses, mais portugueses não há!) nem um. Mentira, até vislumbrei uma vez um mas como não tinha para as duas pirralhas não lhe peguei e depois nunca mais lhe coloquei a vista em cima. Por este andar vai ser mais fácil mudar o nome no registo do que encontrar a lata certa.

Em 30 anos sempre fui cliente da CGD, nunca ponderei sequer mudar dado que estou mais satisfeita mas, por razões profissionais, Excelso Esposo é obrigado a ter onta-ordenado no BES, ora já que nós lá em casa não sabemos gerir economias paralelas vai de tentar agrupar os movimentos correntes todos na conta do BES. Adicionar titular e pedir cartão de débito para mim também. Ao fim de quase três meses, dois extravios, três reclamações e muita incompetência lá me chega o homem hoje a casa com um cartão provisório. Remediou mas não solucionou e eu que ando no fio da navalha no que toca a paciência estou aqui estou a fazer comunicação por escrito desta porra toda ao banco de Portugal. Neste caso o verde não é de esperança é de enjoo.

Há quase uma vida atrás trabalhei uns tempos como recepcionista num sítio pseudo-chic cá do burgo. Clientes irritantes, novos-ricos e sem classe mas que ostentavam muita pose e faziam de tudo para mostrar que elas eram as Senhoras e nós, funcionários, a ralé. Hoje, na segurança social cá da zona, enquanto aguardava a minha vez para entregar uns papéis de uns clientes, está uma dessas senhoras cheias de pose que costumava ter especial gosto em (tentar) humilhar o mundo à sua volta com os papeizinhos para pedir o RSI, vulgo rendimento mínimo e a queixar-se que não tinha emprego há mais de dois anos. Caso para dizer, cá se fazem, cá se pagam.


segunda-feira, 7 de Julho de 2014

[post de auto-reflexão sem qualquer nexo para os demais]


Ninguém me conhece melhor que eu mesma. Há pessoas que me conhecem bem, há pessoas que acham que me conhecem e, na maior parte dos casos, as pessoas dizem que eu sou uma snob porque acham que me conhecem bem. 
Como toda a gente feliz e menos feliz também eu tenho os problemas e quis o destino e a natureza que eu fosse pessoa de psicossomatizar. Tudo o que me vai de menos bom na cabeça transparece sob a forma de reacções físicas. Coisas estranhas, outras joviais e mais algumas que não lembram ao diabo fazem parte do meu dia-a-dia. Caso eu não me conhecesse podia achar que estava a dar as últimas, que estas dores fortes no peito que vêm e vão são coisa para me fazer falecer a breve espaço. Podia, até, ir gastar parte do meu ordenado num médico privado (ou, em alternativa, a minha paciência no médico de família) achando que isto poderia ser algo ruim e era melhor prevenir. Mas não, eu conheço-me demasiado bem.

Era mais fácil se eu me refugiasse em milagrosas pílulas da felicidade (ou apatia) que um qualquer psiquiatra acharia que me fariam bem ou, pior, muito pior, numa qualquer sessão de psicanálise em que um psicólogo acharia que Pavlov ou Watson seriam capazes de me fazer compreender e aceitar a minha  minha vida desde o berço e não teria, nesse caso, que respirar fundo três, quatro, cinco vezes (ou respiração de grávida pronta a parir, nos picos de tensão) e fazer exercícios de auto-controlo emocional várias vezes ao dia, acreditando no efeito placebo da coisa. Não teria que agarrar o peito e bloquear a respiração para não doer, não teria momentos de melancolia profunda quando estou sozinha. Mas também não seria eu. 
O eu que eu conheço, e conheço tão bem, não coloca a hipótese de que alguém que não eu mesma tenha o controlo sobre as minhas acções, os meus pensamentos e as minhas atitudes. Este eu que se conhece tão bem sente que na maior parte das vezes ninguém me consegue compreender muito bem, mesmo aqueles que efectivamente me conhecem bem. Às vezes é frustrante, na maioria do tempo é só a realidade diária. E como em tudo, custa no início mas depois torna-se rotina e aprende-se a disfarçar muito bem para que a tudo resto não se junte também a desgastante curiosidade alheia. Afinal de contas, sou eu quem não se consegue adaptar ao mundo.

sexta-feira, 4 de Julho de 2014

Se eu pudesse punha aqui a imagem de um manguito bem grande!


Porque é um belo dum manguito que me apetece fazer a todas as empresas que no último ano têm andado disfarçadas de empreendedoras contratando juventude através de contratos precários de estágios profissionais, agora que é oficial a suspensão do programa do Governo.

Os estágios profissionais têm permitido ao longo dos últimos meses iludir estatísticas dando um belo argumento ao Governo e permitido às empresas mão-de-obra qualificada de baixo-custo. Já nem falo sequer de micro-empresas que com isto conseguiram um ou dois estagiários e que no final do programa se calhar até ficam com as pessoas nos seus quadros pois já se habituaram a elas, estou a falar de pequenas e médias empresas, com facturação na casa dos milhões de euros, que têm às dezenas e estagiários, em que usam e abusam dessa condição e no fim justificam o não pagamento de horas-extra, subsídios de turno e outros que tais com o argumento da condição de estagiário.

Consultem o 'netemprego', vejam a quantidade de empresas que apenas admite candidaturas elegíveis para estágio! Não querem dar oportunidades a pessoas capazes sendo que se essas forem admitidas a estágio é apenas uma mais valia, não! Já nem querem perder tempo a avaliar curriculuns e por isso avisam logo de antemão.
Para os candidatos em si mesmos, claro, não lhes fazia muita diferença de onde vinha o dinheiro para o salário mas para o mercado de trabalho real isso faz toda a diferença e a perspectiva, findo este prazo de'engana meninos' é um novo aumento do desemprego na camada jovem nacional. Mais uma moedinha mais uma voltinha, portanto.

quarta-feira, 2 de Julho de 2014

A inocência da juventude


Sabem aquele programa da SIC RADICAL em que os putos britânicos vão de férias em grupo para uma qualquer estância turística do sul da Europa e os pais vão atrás em modo camuflado?... se não sabem, deviam! Principalmente se têm filhos maijomenos daquela idade e estão a ponderar dar-lhes euritos para a mão e deixá-los ir 'córtir' a flor da juventude, que eles merecem e são uns santos, responsáveis e todos bons moços.

Eu divirto-me para lá de muito com aquilo todos os dias por volta da hora de jantar, mas isso sou eu que não tenho filhos adolescentes, vá.

Para os que não conhecem, um pequeno aperitivo AQUI


terça-feira, 1 de Julho de 2014

A morte, a liberdade e a estupidez



Não sou muito activa nesta coisa semi-nova que são as redes sociais. Posto pouco, comento ainda menos. No meu FB dificilmente verão partilhas de quermesses, doações ou outras que tais. Não partilho fotos ou histórias de sem-abrigo ou animais abandonados. Acho que há um limite para a exposição, seja ela de alegria ou de tristezas. Salvo raríssimas excepções, aqueles que passam o dia a encher a sua página (e consequentemente as dos outros) com este tipo de estórias são os primeiros a virar a cara quando se cruzam com elas frente a frente.
Isto tudo numa altura em que as redes sociais e os media online estão pejados de comentários imundos sobre a morte de um jovem. Um jovem que segundo muitos teve o que merecia porque 'era um betinho', 'sempre teve tudo', 'era filho de quem era', 'era do partido X e não do Y'. Um surreal 'ainda bem que foi, assim há mais uma vaga de emprego'.

A internet trouxe a liberdade de expressão na sua forma mais nojenta e degradante em que todos se acham no direito de dizer o que querem e bem entendem sobre os outros. Na vida real, no frente a frente, na maior parte dos casos, calam-se, baixam a cabeça, escondem o olhar e acatam ordens sem contestar, porém, à frente de um monitor podem tudo. São os maiores.

Esta morte não é mais importante que nenhuma outra. Não tira a importância a qualquer outro acontecimento mais pessoal de cada um de nós, a única diferença é que é mediática porque há pessoas muito conhecidas envolvidas. Pessoas essas, que apesar da sua condição de figuras públicas, são isso mesmo, pessoas. Que ouvem, leem, sentem e que, infelizmente, são julgadas não pelos vizinhos do bairro mas por um país. Nenhum de nós é perfeito e a morte não nos torna isentos de culpas, mas fazer comentários sobre alguém que não se conhece baseados tão só na mesquinhez ou numa mísera opinião sobre um familiar da pessoa é tão execrável que dá ganas de poder arrancar os idiotas virtuais e dar-lhes uma lição bem real.