sexta-feira, 27 de março de 2015

Cláudia, há mais de 30 anos a prestar serviço público


Pois que não sei se as minhas Felores se têm dado ao trabalho de prestar atenção às notícias de foro técnico relativas ao IRS de 2015. Se por acaso não têm, deviam porque há alterações significativas e muito importantes.
Eu como sou uma jóia de moça faço-Vos o resumo dos resumos, atentem:

Todas as facturas que pretendam utilizar como dedução à colecta no IRS de 2015 têm que ter OBRIGATORIAMENTE o Vosso número de contribuinte, porém, colocar o NIF na altura da compra não basta. Todas as facturas têm OBRIGATORIAMENTE que ser validadas na Vossa página do portal das finanças. Com a Vossa senha têm que entrar no portal, seleccionar a secção e-factura e perder alguns (ou muitos!) minutos do Vosso tempo a classificar e validar cada uma das facturas que foi emitida em Vosso nome. Se acaso repararem que falta lá alguma deverão introduzi-la manualmente com toda a informação que é pedida.
Mais, se são trabalhadores independentes ou empresários em nome individual deverão ainda esclarecer se as facturas em questão são no âmbito da actividade profissional ou não (sendo que aqui muita atenção porque a questão está formulada ao contrário, num claro acto de má-fé!), principalmente se estão no regime do IVA , caso contrário terão sérios problemas na altura da entrega das declarações.

Se tendes filhos dependentes, independentemente de terem dois dias ou vinte anos de vida, as facturas dos gastos que lhes correspondem têm que ser pedidas em nome deles como já acontecia mas o procedimento de validação é igualmente exigido. Portanto, há que pedir a senha fiscal de cada uma das Vossas crias e fazer todo o trabalho mencionado acima para cada uma delas. Ainda no âmbito 'filhos', há que ter em atenção que todo o material escolar que seja adquirido em estabelecimento que não tenha o CAE de papelaria (a título principal ou secundário) não é aceite como despesa de educação. Segundo informações que temos, a STAPLES e o CONTINENTE estão em negociação com a AT para adicionar o referido CAE à sua actividade mas não sei em que ponto da situação isso está.

Depois há ainda que ter em atenção que as facturas com IVA a 23% relativas a saúde deixam de ser aceites e, embora não haja consenso nesta matéria, há dentro da AT quem defenda que se a mesma factura tiver elementos de seis e vinte e três a factura deixa de poder ser contabilizada. Como disse, não é uma posição pacífica, contudo e para acautelar, sigam o conselho e quando forem à farmácia peçam facturas separadas.

Depois, além das despesas comuns até aqui, passam a ser aceites as chamadas despesas gerais familiares, isto é, traduzindo, as facturas de supermercado, combustíveis, restaurantes e afins passam a ser passíveis de dedução à colecta até ao tecto máximo aceite, que é à volta de €750 por isso também não se preocupem muito se por acaso foram comprar meia-dúzia de ovos e se esqueceram de pedir factura.

Resumindo, eu e a maior parte dos colegas que trabalham diariamente com estas pentelhices temos sérias dúvidas se isto é constitucional porém, enquanto nada for feito para que se decida pela não constitucionalidade destes mandamentos, convém cumprir ou correm o risco de em Abril/Maio de 2016 sofrerem uma coisinha má quando virem que não têm deduções à colecta aceites e Vos aparecer a conta para pagar.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Do estado das coisas...


Estamos num país em que um homem suspeito de matar uma mulher por dinheiro está em casa com pulseira electrónica por um crime de branqueamento de capitais.
Estamos num país em que um polícia é preso e condenado a pagar uma multa inexplicável porque, por desconhecimento da sua presença, matou o filho de um assaltante em pleno assalto.
Estamos num país em que um padre abusa sexualmente de crianças e é condenado a pena suspensa.
Estamos num país em que um banqueiro afunda uma empresa de milhares de milhões, lesando milhares de pessoas inocentes e sai à rua diariamente sem qualquer restrição.
Estamos num país em que, por outro lado , se mantém preso um ex-primeiro ministro há meses sem que tenha sido formulada acusação concreta e cujo o maior crime se prende com questões de colarinho branco e as pessoas acham que, sim senhora, isso é a justiça a funcionar e que estamos no bom caminho.

Temos o país que merecemos, cada vez mais tenho a certeza disso...

Sendo que devo esclarecer que não acho que Sócrates seja inocente, que não é (tal como não são mais de metade daquelas pessoas que se passeiam pela Assembleia da Republica diariamente), a questão aqui é a hierarquização de valores. Não se pode mandar para a rua um pedófilo e manter preso alguém cujo crime é fazer e pedir favores de carácter político e económico. Sócrates está preso por ajustes políticos, os outros todos estão nas diferentes situações que referi porque a justiça portuguesa continua simplesmente sem funcionar.


terça-feira, 24 de março de 2015

Podia ser da TPM, mas na verdade é só porque é realmente palerma!


Às moças com idade para terem juízo em quem eu tropecei hoje no facebook e que acharam brilhante a ideia de se apresentarem nas suas páginas pessoais como Enfermeira Joaquina Andriuleta ou numa versão sucinta de Enfª Maria Micaela ... ide pastar vacas açorianas com trevos de quatro folhas, sim?!

Se já é rídiculo demais apresentarem-se pessoalmente pondo títulos no inicio do vosso nome, fazê-lo nas redes sociais é pedir para serem gozadas em praça pública. E eu não prometo que não o faça num futuro próximo com mais afinco, sim?!? Por agora é só isto.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Oh balha-nos o sinhore meu deus!


Andava eu entretida no facebook quando dou de caras com uma 'discussão' que a mim me pareceu surreal. Pois que várias mulheres falavam da sua experiência aquando do parto e como se sentiram ratos de laboratório quando, em alguns casos, mais de uma dúzia de estagiários decidiu ver o mundo real e desatar a enfiar dedos em patarecas alheias com o objectivo único de verificar dilatações e outros detalhes técnicos!
Pois que toda eu estremeci e rapidamente concluí que comigo era logo tudo corrido a pontapé, que eu sou pessoa dada à privacidade de tudo quanto é meu, com especial atenção pelas partes pudendas. A pessoa está ali em sofrimento e cheia de dúvidas existenciais (suponho, eu!) e, às duas por três, há muitos alguéns que se estão marimbando para o assunto e vai de dar/ter aulas práticas naquele momento. E chamem-me púdica e antiquada mas eu sou das que acha que ter meia dúzia de mãos diferentes enfiadas dentro da minha vagina no espaço de algumas horas é coisa para ser demasiado, seja por motivos lúdicos ou apenas profissionais.

Eu sei que os jovens médicos têm que aprender, não ponho isso em causa, e se fosse um, vá, na loucura, dois estagiários que me passassem a mão pelo pêlo eu ainda relevava e fazia o frete em nome da ciência, agora às dúzias?! É por que eras. À terceira mão estranha tenho para mim que ia dar tamanho coice que o jovem havia de ficar colado à parede mais próxima e sem dentinhos nenhuns na boca. Claro que depois lhe ia dizer que era uma boa oportunidade para servir de cobaia e podia sempre deixar que fosse um aprendiz de dentista a colocar-lhe os implantes e ele ia aceitar de sorriso nos lábios.

P.S.: achais que estou a exagerar? Então ide ler ISTO, faxabôr (que eu dei-me ao trabalho de procurar saber até que ponto é que estas condutas eram legítimas ou não)!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Olá, Olá*


Como vão essas vidinhas, uhm?! Pois que por aqui não se vai mal, não senhor, muito agradecida. Mas o que aqui me faz regressar é esta angústia miudinha que tenho em mim há uns dias e que Vos quero por a par.

Pois que vi o tão aclamado filme das cinquenta sombras de Grey. Não me deu a louca e achei que dar dez euros para ir ao cinema era boa ideia e, portanto, aproveitei essa descoberta do século que é a internet com tráfego ilimitado e decidi verificar se as minhas suspeitas iniciais tinham ou não fundamento.
Pois então o que é que eu achei? Achei que aquilo é efectivamente muito fraquinho. O moço e a moça têm tanta química entre eles como a água e o azeite e assim para resumir a coisa o resto dos desempenhos faz pendant com eles e com a história. O Crime do Padre Amaro com a nossa Soraia é cerca de trezentas e vinte e sete vezes mais erótico que aquilo, só que com uma fotografia de caca. Mas enfim, falemos da história em si mesma, já que depois da última cena do filme eu fiquei com real curiosidade de saber se a mosquinha morta da Anastacia ganhava algum amor-próprio ou não e decidi ler os livros.

Passei directamente para o segundo já que do primeiro já eu tinha visto o resumo em imagens. Pois que para desgosto da minha veia feminista e contra todos os cânones da emancipação da mulher, ao fim de quatro dias de ter levado uma tareia de chicote, ou seja, aí na décima página do volume dois a moça já está derretida nos braços do dito cujo novamente. E vê-la derretida em qualquer situação é algo que passa a ser mais do mesmo página após página. Ele, na questão sexual, é tão somente um tipo de gosta de sexo numa versão mais kinky (como aliás alguém tem a decência de esclarecer durante o livro) não sendo esse, de todo, o seu maior problema. Já ela passa de uma moça de vinte e um anos que nunca viu uma pila ao vivo e a cores para uma ninfomaníaca que só pensa em sexo. Está chover e ela quer sexo, está sol e ela quer sexo, está triste e quer sexo, está contente e quer sexo, esteve a morrer e quer sexo, foi raptada e quer sexo, o pai quase morre e... adivinhem, ela quer sexo! Basicamente é isto durante as mil e quinhentas páginas dos dois volumes. O homem não lhe pode dirigir a palavra e já ela pinga por todo o lado, mesmo que seja para a ofender. E depois são páginas e páginas de descrições sexuais que basicamente dão sempre no mesmo, mete mão, tira boca, enfia num buraco e acaricia noutro, ora com algemas ora sem chicotes, sem classe ou erotismo algum. Aquilo é porno e do fraquinho, meus amigos.

Mas, ei, até aqui tudo bem. O sexo na realidade também não passa muito disso e mesmo assim até os bichinhos gostam (menos os pandas, os pandas não são muito dados a isso!), o que me atormentou naqueles dias em que eu li a obra foi a sombra  que pairava sobre mim ao saber que há milhões (milhões, senhores!) de mulheres que acham que aquilo é uma história de amor. O homem quando não está na pele do mestre sexual é uma controlador obsessivo que não admite ser contrariado. Que decide o que ela come, o que ela veste, onde e com quem é que ela vai, se ela pode ou não conduzir, que não lhe permite sair de casa sem ser acompanhada e que só a deixa trabalhar porque ele entretanto comprou a empresa onde ela estava empregada para a poder controlar só mais um bocadinho de perto. Nos entretantos, ela passa a história (além de molhada) na eterna angústia de saber se o que ela disse/fez/pensou pode ou não deixá-lo zangado. Ela é assediada na discoteca e dá um estalo a um homem e depois explica que o fez não porque se sentiu ofendida mas por medo que o marido (sim, eles casam, lá pelo meio!) tivesse visto. E isto mexe comigo, pessoas, e mexe tanto porque eu sou mulher que tem certos problemas em aceitar a submissão social e conjugal de quem quer que seja (já que também há muito homem que só faz o que a mulher quer e deixa, não esqueçamos disto - só que nestes casos passa de uma história de amor para uma história de humor em que todos fazem piadas desagradáveis).

AQUI eu disse que só podia haver muita mulher com sexo pouco satisfatório, depois de ler o livro ainda mais angustiada fico por saber que não só há gente que precisa de ler estes livros manhosos para apimentar a sua relação real, como porque percebi que para além de mal fodida há muita mulher mal amada. Muita mulher que não tem noção de que apelidar isto de uma história de amor é ofender quem, felizmente, sabe que uma verdadeira história de amor se faz de companheirismo, de igualdade de pensamento e acção.
Concluindo e desculpando-me pela linguagem menos dourada, esta coisa deixou-me com a sensação de que ainda há muito por fazer neste tema da igualdade da mulher e que o maior entrave para que isso aconteça continuam a ser as próprias mulheres.

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*ler com a entoação daquela publicidade com aquela senhora que lê o horóscopo e nas horas vagas também faz anúncios de remédios para os ossos e articulações.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Até breve!


Pois que não, não faleci. Pelo contrário, nos entretantos até celebrei mais um aniversário, recebi presentes giros, laureei a pevide em boa companhia, fiz alterações de decoração em casa, comprei mais bugigangas para desespero de Excelso Esposo, tive muitos pepinos para resolver no trabalgo, li livros e vi alguns filmes. Portanto, a vida segue nos seus trilhos, a única diferença é que não me tem apetecido falar sobre isso.

Isto é de fases e neste momento, embora tenha muito para dizer, não tenho nada que me apeteça partilhar. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Parentalidade positiva e afins


Hoje em dia há todo um conjunto de conceitos e teorias sobre educação de crianças que me faz revirar os olhos sempre que lhes dedico mais que dois minutos e isto na era do facebbok e redes socais em geral é coisa para acontecer com alguma frequência, confesso.
Não tenho filhos e lá em casa ainda não chegamos à conclusão definitiva se os iremos ter portanto, sim, todas as minhas teorias são isso mesmo, teorias. Teorias de quem está de fora e vê as coisas de forma desapegada e não acha que por isso, por não ter filhos, não pode opinar. Porque a menos que a parentalidade acarrete a perda de valores pré-adquiridos, até ver há coisas que para mim são de assimilação básica e definitiva.
Sendo os novos pais e mães maioritariamente da minha geração, faz-me confusão ouvir tanto recurso aos livros e à psicologia e na prática ver que as coisas não estão a funcionar. A verdade nua e crua é essa: as teorias de pedagogia tão em voga nos últimos anos não estão a funcionar. Pensem em Vós em miúdos. Pensai agora nos miúdos de hoje. A principal diferença? A falta de educação! E quando eu digo educação digo falta de respeito pelos outros, falta de sentido de regras, falta de limites.

 Diz que demonstrar autoridade é não respeitar a criança. Que o correcto é repetir-lhe até à exaustão os motivos pelos quais ele não deve fazer isso. Dizer-lhe come a sopa ou ficas sem computador é autoritarismo, não é educação. E eu não sei se ria ou se chore. Afinal aprender que há uma hierarquia (durante TODA a nossa vida há SEMPRE uma hierarquia) dizendo-lhe apenas 'fazes porque eu mando!' é algo que pode causar danos ao futuro adulto. Ensinar-lhe que muitas vezes  fazer o que não queremos/não concordamos é uma consequência da vida em sociedade é faltar-lhe ao respeito.

Há dias a Leonor Poeiras mostrou-se horrorizada porque o Papa Francisco defendeu o uso da palmada como forma de educar e impor limites. Em contraposição aos muitos (a maioria) que concordavam com as palavras do Papa defendia ela que se devia educar pelo exemplo e que se fosse preciso, perante uma birra de um filho, ela também se deita no chão do supermercado e larga a gritar para lhe mostrar que fazer birra é feio.
E eu pergunto: educar é isto? Dar o (bom) exemplo é isto? Para mim uma situação destas é totalmente descabida (diria mesmo rídicula) e não demonstra mais do que a incapacidade do adulto demonstrar a sua posição em relação à criança: ser aquele que tem a responsabilidade de lhe incutir valores primeiro baseado na educação e, logo de seguida, baseado na autoridade que lhe foi dada no momento em que lhe foi dada também a tarefa de pegar numa criança e garantir que ela se faz um adulto responsável.

Sempre ouvi o meu pai dizer 'enquanto estiveres na minha casa cumpres as minhas regras'. Se isso fez dele um déspota e de mim uma criança insegura e traumatizada? Nunca. Porquê? Porque sempre me foi explicado o porquê das decisões, mesmo quando iam contra aquilo que eu achava correcto mas sempre ficou claro, também, que a última palavra pertencia ao meu cuidador exactamente porque ele tinha esse papel, ao mesmo tempo que me era explicado que um dia, quando me tornasse um adulto responsável e capaz de tomar conta de mim mesmo, aí poderia tomar as decisões que achasse correctas, mesmo que os outros não concordassem. Que isso era o ciclo da vida e da sociedade e que se não aceitasse a bem teria que aceitar a mal.

Quando olho em volta e leio textos e mais textos desta coisa muito nova da parentalidade positiva e do educar pelo exemplo chego à conclusão que das duas uma: ou há muito adulto traumatizado pelas palmadas que levou em criança ou há muito adulto que nunca chegou a levar as palmadas no momento certo.

Marketing, essa praga dos tempos modernos






 [AQUI]

A pessoa abre a caixa de e-mail na pausa do lanche e lá perdida anda a newsletter da Mango, a pessoa vai só dar uma vista de olhos e fica enamorada. Não se faz, pah!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Verdadeiros dilemas da sociedade moderna...


Eu sou moça que gosta de maquilhagem. Sou moça que gosta de comprar maquilhagem e que se maquilha diariamente. No entanto, a minha maquilhagem diária é coisa básica para dar aquele arzinho 'acordo com este ar fresco e fofo todos os dias, estão a ver?!'. Uma base de cobertura leve para uniformizar a pele, corrector para as minhas amigas olheiras, um nadinha de blush e em dias em que acordo a sentir que não devia sair de casa rimel e lápis de contorno nos olhos para abrir o olhar. São cinco minutos do meu dia muito úteis para a minha auto-estima mas que não passam disso.

Posto isto, confesso que fico verdadeiramente espantada quando vejo que há mulheres que se maquilham diariamente como se fossem desfilar numa qualquer red-carpet mundial. Ele é pestanas postiças, batom com tanto brilho que dava para fazer de farol, verdadeiras obras plásticas feitas com sombras e eyeliner. E eu, que nos meus longos períodos de silêncio fico a matutar e penso de mim para comigo que se aquilo é assim no dia-a-dia o que farão elas naqueles dias mais especiais?! Naqueles em que gostamos de caprichar e que os outros reparem que caprichamos. Vão de cara lavada? Fazem bodypaint? Ou basicamente para elas todos os dias sem excepção são para caprichar e mostrar que capricharam?! Hum?!Pois, não sei.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

sobre o assunto do momento



Nunca li nenhum dos livros da trilogia de E.L. James. Não por preconceito, apenas porque o tema  bondage e afins nunca me cativou. Hoje dei de caras com este vídeo e, acreditando que as falas são mesmo do livro e que o resumo (ainda que satírico) é fiel à obra, pergunto: mas desde quando ser submetida à vontade de um homem para sua única satisfação e humilhada passou a ser considerado uma história de amor?!

Há muita mulher com défice de amor próprio e sexo satisfatório, só assim se explica...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Introdução à gestão empresarial - parte I


Se determinada marca que Vós até achais certa graça em tempo de saldos consegue fazer descontos na ordem dos 50% ou mais, significa que tem umas margens para lá de malucas em cima dos tarecos/trapos/afins e que, nas alturas normais do ano, Vos cobra um preço muito (mesmo muito!) acima daquilo que o bem lhes custa.

Nenhuma marca que pratique margens com preços justos para ambos os lados consegue reduzir o preço dos seus itens para mais de metade sem que isso implique perdas consideráveis e até a prática de infracções legais.

Cláudia, a que nasceu para ser reformada.


As coisas não andavam famosas por estes lados e, como cereja no topo do bolo, no sábado passado quando me baixei para limpar a caixa da areia do gato já não me voltei a levantar em condições normais. Deu-se ali um qualquer click no pistão errado e desde aí que ando aqui que mal me aguento.
Consulta marcada e à horinha lá estava para fazer as queixas todas e, contrariamente à maioria das pessoas neste país, eu tenho uma sorte danada com a médica de família que me calhou. Toda ela é descontracção mas está sempre atenta aos pormenores, vai daí, meia hora depois de ter entrado saí abananada com a quantidade de papelada que a mulher me deu pr'as mãos.

Diz que tenho sinusite e preciso de fazer exames para ver o grau 'da coisa', até lá tenho três medicamentos diferentes por dia para ir fazendo.
Diz que também tenho dermatite seborreica causada por um sistema nervoso marado e portanto tenho que fazer um tratamento com corticoides de aplicação local e champôs específicos.
E diz que o mau jeito se deve aos músculos presos devido, mais uma vez, ao sistema nervoso e à falta de tempo (e vontade) de mexer o rabo. Bota aí, portanto, mais um relaxante muscular, uns suplementos vitaminicos e raios x de todos os lados e curvas da coluna para ver se é mesmo 'só' isso e mais umas quantas análises daquelas básicas que alertam para os primeiros indícios de podermos vir a falecer ou não em breve.

A modos que é isto, ai aos trinta é que se começa a ter qualidade de vida e a viver sem preocupações e o caralho a sete mimimi! Eras. Pode ser que seja aos trinta e um. Esperança é a última a morrer! Falta pouco para testar, caso não me fine no entretantos eu faço umas reviews para a posteridade para que os leitores mais novos não percam a fé no futuro.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Onde é que esta gente aprende estas coisas, senhores?!


Pois que quem segue com alguma regularidade blogs/canais de maquilhagem como tema já sabe há algum tempo que há toda uma nova moda nesta matéria: a de pintar as sobrancelhas! Mas quando eu digo pintar, não digo fazer um risquinho ao de leve, nãããooo, digo praticamente gastar um frasco de pigmento de cada vez, atençãozinha!
Pois que devo já fazer um disclaimer: eu sou pessoa 'sobrancelhuda', portantes, no máximo eu tenho pêlos para tirar e nunca para pôr. Posto isto, e não sei se por isso, se há coisa para me fazer confusão ao cérebro é, portanto, esta nova, vá, tendência!

Atentem nestas imagens, tiradinhas este último fim-de-semana na passadeira dos Grammy's:




Cliquem para ampliar, se necessário, e respondam-me em que milénio é que estas jovens acham que ninguém repara na quantidade de tinta que têm naquelas sobrancelhas?! Hã?! Mais... qual é o maquilhador profissional pago a peso de ouro que faz um trabalhinho destes e não pensa para si mesmo 'bela merda que aqui fiz!' e desfaz tudo antes de despachar estas doidas porta fora?!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Volta! Estás perdoada!


A minha querida e piquena esteticista brasileirinha de metro e meio escafedeu-se do mapa. Primeiro saiu do sítio onde trabalhava, depois esteve uns tempos fora do país e agora desapareceu do mapa de vez. Apagou a conta do facebook, mudou de número e deixou-me na mão. E se há coisa que muito me aflige é perder a minha esteticista brasileira, porque digam o que disserem, não há mãozinhas estrafegadoras de pelos como uma boa mão brasileira. Que eu não preciso dela sempre (na maior parte das vezes safo-me sozinha em casa com os meus trezentos tarecos) mas há alturas em que as costas estão tão feitas num oito que não me permitem contorcionismos! E sempre que lá ia era  uma espécie de one night stand, depois de um longo período de privação de sexo: era chegar, ver e vencer. Era um tal de deita, abre, vira, arranca tão à vontade e experiente que numa hora me punha brilhante e reluzente como um rabinho de bebé. Desde o primeiro dia que eu nem a boca abria para pedir o que fosse: tem pelos, tira. Onde está a dúvida?!
Ontem, de coração partido após tão vil abandono, lá vou eu a um novo sítio, na esperança de conseguir encontrar uma nova relação de amor baseada no sofrimento. E, como eu esperava, saí de lá a pensar que o problema não era meu, não senhora, era mesmo dela. A pessoa diz virilha cavada e a moça andou ali a apresentar alternativas de cada vez que falhava o alvo, a fazer explicações detalhadas de cada vez que era bem sucedida e a tecer inúmeras teorias sobre a minha penugem no geral, como se eu não a conhecesse vai para trinta e um ano e no fim, na hora de apresentar resultados, levou com um suficiente e só por ser esforçada. Agora é voltar ao mercado e fazer uma busca intensiva, investir no método tentativa-erro até encontrar substituta à altura. Que isto das esteticista é como no coração, só há um amor que nos toca à séria.
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Isto para não dizerem (nem que seja em posts com três anos e seis meses de existência) que eu só ponho defeitos no Brasil e nos brasileiros. Mentira, estão a ver?!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

E por falar em amor


Já tinha ouvido a música várias vezes, já gostava dela mas este fim-de-semana a tv estava num canal de música e passou o videoclip:


As imagens prenderam a minha atenção e rapidamente passei a ouvir a letra com mais atenção. Lembrei-me de imediato desta:


É bom perceber que o mundo da (boa) música segue passos firmes em direcção à desmistificação e tende a ajudar os mais novos a abandonar a necessidade de se esconder. Não se satiriza, não se cai em preconceitos ou estereótipos visuais. É amor, independentemente da sua forma. É ódio, independentemente das suas motivações.