quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Ponto da situação



Abril tem sido um mês importante para mim. Muito importante. Um mês de decisões, de comunicações e de nervos e ansiedade. 
Atrapalha-me o bem-estar não ter controlo sobre tudo, deixa-me insegura ter que depender de terceiros. 

Estou bem, no entanto. A vida entra nos eixos. Os planos de há muito começam a ganhar forma, mas porque não consigo fechar o destino na palma da minha mão também sei que não desfruto dos pormenores tal como deveria.
Pelo caminho não houve feridos graves, apenas danos colaterais já esperados. Não deixa de magoar à mesma, mas crescer às vezes dói um bocadinho. Depois passa e ficamos com uma cicatriz que nos lembra que chegamos ali porque lutámos e demos tudo de nós.

Nada disto não faz muito sentido para quem está desse lado, bem sei. Desventuras de um anonimato meio perdido que não me deixa relaxar por completo. Na verdade eu nunca relaxo por completo e gosto disso e de raramente ser apanhada de surpresa, este é só um dos pormenores.

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Da morte e da vida mesmo antes da morte


Perdoem-me aqueles que se comoveram e que o tomaram como um bom exemplo, mas foram muito poucos os dias que eu consegui olhar para Manuel Forjaz com olhos de admiração. E depois de uns dias de luto em que o país parecia ter descoberto um novo herói, eis que me apetece falar do assunto.

Se no inicio, aquando da sua primeira grande entrevista, eu até simpatizei com a sua forma de estar perante a doença, rapidamente se deu o reverso da moeda.
 Um dia, ao fim da tarde, ia no carro com excelso Esposo, e  Forjaz era o convidado da 'Prova Oral', com o Fernando Alvim. Nesse dia, disse o entrevistado, não estava nas melhores condições porque tinha saído de uma sessão de quimioterapia quase que directamente para a rádio. Aquilo chocou-me até às entranhas. Notava-se que o fim não demoraria muito e sabia-se que ele tinha essa consciência e eu só consegui pensar porque não aproveitar todos aqueles momentos tão importantes e raros para se reunir com os seus, para os amar e deixar que o amassem até ao último sopro. Para quê esta exposição abusiva, em todos os meios de comunicação a mesma cara e as mesmas histórias que dizia serem de motivação mas que para mim encobriam qualquer coisa mais. Porquê rentabilizar uma imagem? Lembrei-me do Breaking Bad e, como forma de auto-consolo, pressupus tratar-se de um caso semelhante. A venda de uma história em troca do futuro dos seus.
Há dias li isto:



...e no fim de toda a entrevista fiquei ainda menos convicta da forma de viver e morrer que acabaria por 'endeusar' Forjaz. Não sei se era a necessidade de se rodear de gente, de ser admirado, se a velocidade de saída de dinheiro foi sempre muito superior à de  entrada, o que é certo é que quando se fala no nome de Manuel Forjaz, à minha memória não vem a lembrança de um lutador ou de um optimista, apenas de um pragmático que viveu os últimos dias à custa daquilo que o matou. Quiçá foi a sua forma de vingar, quiçá não foi isso que o matou mais depressa.


terça-feira, 1 de Abril de 2014

Da vida


Eu tenho uma relação muito boa com o meu patrão. Já nos conhecemos há muitos anos e quando ele me convidou para trabalhar com ele fui um bocado na defensiva porque, excatamento por o conhecer, já sabia que ele não é a pessoa mais fácil de lidar do mundo. Mas acho que ter entrado neste barco na altura que entrei me deu mais estaleca que nunca para por as coisas a andar. Em 2012 a empresa, com mais de trinta anos no mercado, passou pela pior fase de sempre, com problemas em receber e, logo, em pagar, em que o stresse era diário e a pressão mais que muita. Eu quase sem experiência nesta área em específico e ele ainda 'queimado' das anteriores ocupantes do meu cargo. Houve muita discussão e muita prova de fogo, mas em nenhum momento algum dos dois se deu por vencido e mandou os papéis ao chão ou abandonou o barco. Continua a ser uma área para lá de dificil, continuamos a ter problemas em receber dos clientes pouco cumpridores mas é para lá de satisfatório saber que quando há boas notícias eu sou a primeira a saber.

quarta-feira, 26 de Março de 2014

É o verdadeiro 'aguenta e não chora'...


Esta fase do ano, a nível profissional, é das mais chatas que pode haver. Passo horas e horas a fazer coisinhas miúdas, aborrecidas, repetitivas, a lutar contra softwares desactualizados, informações desconexas e, muito embora nem tenha tempo para olhar para o lado tal é o volume de trabalho, chego ao fim do dia e parece que não saio do sítio, o que é extremamente frustrante e desgastante pois há prazos minuciosos a serem cumpridos.

Resumindo, enquanto não me sai o euromilhões ou Excelso Esposo não põe a render os mil e um talentos dele com botões para nos tornar ricos, não me resta outra alternativa senão fazer o mesmo once and again.

segunda-feira, 24 de Março de 2014

FoodPorn


Eu gosto muito de sushi, não porque está na moda mas porque um bom prato de sushi to sashimi é um festim para o meu palato e me conforta a alma também. Porém, o grande problema do sushi é que uma vez experimentado o verdadeiro e bom é muito difícil voltar ao medíocre. Há já bastante tempo eu dei ESTA dica, passado ano e meio é hora de me redimir e dizer: se gostam verdadeiramente de sushi, não vão lá! Para o restante género de comida asiática tem um custo-beneficio simpático, para sushi não. 
O que a experiência me tem ensinado é que o bom sushi é caro porque o peixe de primeira qualidade é caro, logo não podemos ter qualidade e quantidade a preços da chuva*. Assim, e depois de há duas semanas termos prometido a nós mesmos que não voltávamos a pagar por aquela espécie de sushi, este fim-de-semana fomos experimentar um outro sítio bem recomendado, também em Braga, o COSY.


O espaço é simpático, o atendimento atencioso, o sushi de óptima qualidade e a sangria de frutos vermelhos de beber até à última gota. 
Não é barato, que não é, mas para quem gosta de sushi inventivo e sashimi praticamente ainda a saltar da água, recomendo vivamente.

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*até agora o sítio com custo-beneficio mais simpático que encontrei foi a cadeia de restaurantes Noori, espalhada por diversos centros comerciais, mas ainda assim, mantendo a devidas distâncias.

sexta-feira, 21 de Março de 2014

quinta-feira, 20 de Março de 2014

Vai daí...



...dizem que hoje chegou a primavera. E apesar de amanhã já chover novamente, soube muito bem ter estas duas semanas para tirar do armário as cores alegres e ajudar a colorir o espírito também.

terça-feira, 18 de Março de 2014

Podia ser cómico, caso não fosse trágico.


Domingo, ao almoço, eu e Excelso Esposo fazíamos planos a médio prazo. Objectivos, metas e, como é óbvio, falávamos de dinheiro e quais as nossas prioridades. Diz-me ele que temos que começar a fazer um pé de meia específico para daqui a dois ou três anos trocarmos o meu carro. E eu, que não, que isso nem se punha em questão porque o carro está em óptimo estado e, tirando o meu acidente, nunca me deu problemas e que estava aí - literalmente - para as curvas  para, pelo menos, mais meia dúzia de anos. E Excelso Esposo contra-argumentava, que não, que temos que aproveitar enquanto ele ainda tem um valor de mercado que valha a pena. História vai, história vem e esquecemos o assunto.
Segunda-feira, 8h15, Cláudia entra fresca e fofa no carro e dá à chave... Nicles. Nadinha. Rien de Rien. Em todos estes anos a trabalhar como um relógio, depois de na sexta-feira eu o ter usado sem notar um niquinho de estranheza que fosse, a viatura morreu-se-me a uma segunda-feira de manhã.

Trocas e baldrocas, lá consigo ir trabalhar e agendar a ida do mecânico lá casa, sempre crente que era a bateria, que só podia ser a bateria que estava a precisar de ser trocada. Que o bicho é rijo comó-aço. 19h e lá chega o mecânico. Que não, não era a bateria. Podia ser a correia, ou o motor, ou a chave de ignição ou isto ou aquilo, mas que ali, sem as ferramentas todas, não me conseguia dizer mais. Toca de agendar o reboque para hoje ao almoço ir buscar o carro a casa e levar à oficina. Agora estou aqui já quase a suar frio para saber saber de quanto vai ser o tombo, logo mais ao final da tarde.

Resumindo? O meu bolinhas sentiu-se ofendido e renegado pelas palavras de Excelso Esposo e pumbas! Ai queres outro mais novo e cheio de pentelhices... toma lá que é para aprenderes a dar valor. E eu sinto-me injustiçada, porque eu defendi-o com unhas e dentes. Quanto muito falecia nas mãos de Excelso Esposo e não nas minhas.


segunda-feira, 17 de Março de 2014

My eyyyyyesss!


Avizinha-se um Verão em que boxers continuarão a ser apelidados de calções, carregadinho de barrigas de fora devido a pedaços de pano extremamente reduzido a que chamam top's, meias pelo joelho numa versão eróticó-badalhoca de colegial e pés calçados com umas plataformas estranhas a que chamam ténis compensados e que, como é óbvio, deixam qualquer donzela a transpirar elegância. Ora vejamos:



O all in, absolutamente fenomenal:

Resumindo:

[créditos fotográficos: google image]

quinta-feira, 13 de Março de 2014

Às duas por três...


...lá vão aparecendo coisas giras para mostrar aqui. Como ISTO.
Graças à boa onda de Pharrell, há gente a ser mais feliz por esse mundo fora, nem que seja por uns escassos quatro minutos. E Portugal também já marcou presença com as cores da Invicta.



terça-feira, 11 de Março de 2014

Vamos rolando e andando


Está sol. Mas não é Verão. Aliás, há menos de uma semana chovia copiosamente por todo país. E ainda vai chover muito até ser efectivamente Verão. Assim sendo, descascarem-se mal aparece um raio de sol e pensar que estão no Verão Brasileiro não só é estúpido como é coisa para fazer mal à saúdinha.

O Boticário ofereceu batons no dia da mulher. Eu acho o dia parvo mas fiz-me à promoção. Não sei se foi o Karma a funcionar mas saiu-me na rifa um cor-de-rosa Barbie que provavelmente vai passar directamente para a mão das minhas sobrinhas para elas mascararem as bonecas e elas mesmas.

Quando Excelso Esposo me diz 'Bom dia' eu respondo-lhe 'Dorme bem', quando ele me diz 'Bons sonhos' eu digo-lhe 'Bom trabalho', tirando fins-de-semana andamos nisto há mais de um mês. Tenho saudades dele.

Estou assim meio que fartinha da blogosfera e das redes sociais no geral. Vai escapando o instagram e mesmo esse já por fios de navalha. Há meses que não leio nada que realmente me desperte a atenção e o que eu teria de interessante para escrever ora é demasiado pessoal ora é demasiado polémico, vai daí, mantenho-me calada e, vai na volta, é o que me está a saber mesmo bem.


quinta-feira, 6 de Março de 2014

Quem diria...


Então não é que a pãozinho sem sal da ruiva se casou mesmo com o café com leite mais giro e rico do hospital, assim numa daquelas cenas que, como diz o meu pai, se eu não soubesse que isto era um filme até acreditava que era possível?! Tumbas...

...eu ainda pensei em fazer um spoiler alert, mas eu confio muito nos meus digníssimos leitores e sei perfeitamente que Vossas Excelências têm o savoir-faire para acompanharem as séries taco-a-taco com a exibição nas américas, c'est ça?!

segunda-feira, 3 de Março de 2014

Fazer anos é bom, fazer trinta é bem melhor!




Algumas das coisinhas bastante giras que as pessoas mesmo após diversos avisos da minha parte para que mantivessem o dinheiro em sossego em suas carteiras fizeram questão que viessem parar cá a casa: camisola de linho Massimo Dutti; sapatos MaryPaz; mala Parfois; bluzão Zara; fio Unique;


Mas isto é porque eu sou uma pessoa limitada...


...e por isso pensava que a cerimónia dos OSCAR's servia para premiar a sétima arte em todas as suas categorias. Já sabia que a coisa não primava pela justiça, agora nunca me tinham avisado é que a base do conceito se tinha alterado radicalmente e de ano para ano aquilo tinha passado a ser uma espécie de semana da moda de Hollywood, mas sem fashion-bloggers à mistura.
E eu só queria uma moeda de 0.05€ por cada post feito sobre os trapos da cerimónia em que os autores não têm qualquer noção ou conhecimento fundamentado dos filmes em escrutínio. Dava umas belas dumas férias, oh se dava.

Já agora, pela primeira vez em anos, acho que, de facto, o DiCaprio não merecia o OSCAR e dar-lho agora atendendo a tudo o que já fez roçava o insulto e custa-me que a Cate Blanchett tenha levado uma estatueta num filme de um homem estranho que enfrenta a acusação de pedofilia. Não sei se é verdade, é certo, mas a dúvida paira e ofusca o brilho da magnífica actriz australiana.