quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Como é que nunca ninguém pensou nisso?



A esta altura do campeonato já toda a gente viu a nova cara da Renée, mas se não viram fica ali em cima como ilustração.
Diz Sôdona Zellweger que não fez nada, nenhuma cirurgia, nenhum peeling, rien de rien. Segundo a senhora tudo o que a fez mudar foi tornar-se feliz.

“Em vez de parar para reequilibrar, continuei a correr até fazer más escolhas sobre como esconder a exaustão. Apercebi-me do caos e finalmente escolhi coisas diferentes”


E afinal é isto, décadas e décadas a inventar disfarces para os super-heróis do cinema e, afinal, era tão simples. Bastava dizer que eram verdadeiramente felizes e isso bastava para mudar de cara e ninguém os reconhecer.

Já lá dizia o Pipi que a ciência havia de evoluir à estúpida.

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Cláudia, a insatisfeita


Tenho em mim múltiplas personalidades, sendo que as duas mais fortes são a agente imobiliária e a gestora de recursos humanos. Digo isto sem qualquer nível de conhecimento psiquiatrico que me faça ter justificação para aferir tal diagnóstico e tão só baseando a minha aguçada e incessante curiosidade por ver sites de casas (inclui venda, arrendamento e até permutas) e sites de anúncios de emprego.
Sendo que geralmente é só para matar tempo há, no entanto, ali patente uma pequena esperança de me surgir uma oportunidade para lá de fabulástica numa das duas áreas de maior interesse.

Pois que há umas semanas dei com um anúncio para uma vaga de emprego que me parecia bastante interessante e praticamente feito à medida do meu Curriculum. Como quem não quer a coisa enviei o CV e não pensei mais no assunto. Dias depois ligaram e queriam marcar entrevista. Expliquei que, tal como dizia no CV, eu estou empregada e não tinha grande flexibilidade de horários. 'Ai mas gostávamos muito de contar consigo e veja lá e mimi'. Marcamos para certa hora. Cheguei quase um quarto de hora mais cedo porque para mim a pontualidade é uma cena para lá de importante e demonstra o grau de respeito que se dedica à coisa. Vinte e cinco minutos depois da hora marcada, quarenta minutos no total, ainda não tinha sido chamada nem me tinham dado a mais leve satisfação pelo atraso. Ora que não estando eu num mau emprego, a mudar teria que ser para melhor, está bom de ver. E uma empresa que deixa uma pessoa quase meia-hora à espera sem sequer oferecer um cafezinho como desculpa logo na primeira fase de conhecimento não me parece uma empresa que se preocupe muito com os seus colaboradores. 
Assim, a minha típica falta de paciência associada ao ódio de estimação pelos atrasos nacionais fez com que levantasse o meu esbelto begueiro da cadeira que me havia sido dada a título de empréstimo para aguardar a minha vez e me dirigisse à recepcionista antipática (que percebia tanto de computadores como eu da cultura do ananás dos Açores, pude constatar no pouco tempo que privei com a senhora) e disse-lhe, armada em voz da casa dos segredos, que da minha parte era tudo por agora. Que ia à minha vidinha e que tinha sido pouco simpático fazer-me abalar da minha rotina para nada. A dita senhora pouco amiga das novas tecnologias ficou a olhar para mim como se de um ET me tratasse.

Moral da história? A mania destas espécies de empresas nacionais que não têm respeito nenhum por quem precisa e quer trabalhar. No meu caso eu pude fazer-lhes um belo dum manguito mental e mandá-los pastar, a maioria das pessoas não pode e por isso atura estas faltas de respeito sem contestar e dá-lhes mais força para que isto se torne rotina. E, não querendo ser fatalista mas já o sendo, é por merdas como esta (pardon my french) que este país não sai da cepa torta.

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Cláudia, a Low-Profile


Há uma personagem da pseudo-elite vianense que, ao que parece, toda a cidade parece adular. A personagem embora já tivesse idade para ter juízo e recato  gosta e faz por dar nas vistas. Muita é a gente que por Viana diz que a conhece, embora não conheça, que é amiga, muito embora não seja, que segue o seu FB religiosamente.
Essa personagem é minha familiar directa, directinha e, apesar disso, eu devo ser das poucas pessoas nesta cidade e arredores que não só faz questão de ocultar essa ligação, como tem certa vergonha em efectivamente partilhar o mesmo sangue que a dita cuja.

 Será caso para dizer, a quem não conhece o padre-nosso da questão, dá Deus nozes a quem não tem dentes?!

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

ABSOLUTELY-IN-LOVE!



Se eu não tivesse (bastantes)contas para pagar era moça para largar tudo e ir já hoje botar-lhe as mãos em cima.
Pull and Bear - €49.99

Sobre aquilo da Jessica Athayde



...e vamos ser mulheres unidas e mimimi, pardais ao ninho.

A dita moça até poderia ter estado bem se (há sempre um SE nestas coisas) a própria Jessica tivesse curriculum imaculado nesta coisa das críticas só porque sim. Mais que uma vez a própria actriz se fez valer das redes sociais para mandar piadas ou simplesmente fazer comentários cáusticos sobre, por exemplo, os concorrentes dos reality shows da tvi, sem pensar que também aquelas pessoas eram pessoas reais (desculpem-me a redundância, mas não é minha).
Sobre a questão dela estar ou não gorda, é para o lado que durmo melhor. O corpo é dela, se ela e o responsável pela marca que estavam a promover acharam que ela podia, quem sou eu para dizer que ela pode ou deixa de poder. Se há corpos mais bonitos? Há! Se há corpos mais feios? Também. Sempre foi assim, sempre será. 

A minha estranheza é apenas este içar da bandeira da igualdade e do recurso ao argumento do bullying. A Jessica já foi bully. A Jessica já disse publicamente mal de alguém baseado naquilo que viu na tv ou leu numa revista (vão lá ao mural do FB da moça e escarafunchem lá no fundinho da coisa). A Jessica, nesse momento, não se lembrou que essas eram também pessoas reais nem se aquilo que ela estava a dizer ia magoar ou ferir a auto-estima de alguém?!
A Jessica usar o argumento de que o que magoa é serem mulheres a criticar mulheres e que bonito eram irmos todas fazer crochet e beber chá juntas só porque todas temos pipi é, no mínimo, naïve, porque a condição de mulher aqui é um pormenor. Somos pessoas e as pessoas no geral não gostam de todas as pessoas com quem se cruzam nem são boas  pessoas todos os dias. Às vezes criticamos só porque sim. Tal como a Jéssica já o fez, como as amigas da Jessica já o fizeram e todos continuarão a fazer. A diferença, hoje em dia, é a capacidade de disseminação dessa informação graças aos milhares de amigos que a maioria ostenta online.

Assim, a polémica da gordura da Jéssica é uma não polémica, a resposta da Jéssica à polémica que nunca foi polémica é só um tiro no pé.

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Não me consigo cansar disto*



Sheldon Cooper é a melhor personagem de séries alguma vez inventada.

*nem perceber pessoas que dizem 'não ligo a séries!'.

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Pessooaas, oh pessoaaas!


Alguém já pôs a vistinha ou o dinheirinho a render NESTE site? Isto é de confiança ou é mais uma situação de gato por lebre?
Vá, pessoas, sejam generosas e partilhem conhecimento que eu já andei na busca por opiniões lá fora do estrangeiro e não chego a conclusão nenhuma.


Diz que foi assim*



 O bolo  feito aqui pela Chef Cláudia, que tinha tudo para correr mal mas saiu bem bom!


Uma mesa cheia, que reuniu todos os que realmente importam!

*e foi tão bom!

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Do amor


Hoje faz anos o amor da minha vida. Há dez anos que partilhamos este dia.Como disse José, não é uma questão quantitativa, mas afinal sempre é uma década das nossas vidas. E para mim só não é a melhor, porque sei que as décadas que virão serão, pelo menos, tão boas como esta.

Parabéns, meu amor.

terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Bom-senso (ou falta dele)


Na revista SABADO desta semana vem uma entrevista com a pintora Paula Rego. Nunca fui fã da obra dela e do pouco que conhecia da personagem também não apreciava muito a artista, mas era apenas uma questão de empatia. Até ler a dita entrevista. Neste momento a opinião que tenho da senhora é que ela é uma idiota com a mania que é vanguardista. Porquê? Porque a senhora diz na entrevista que fez nove abortos do mesmo homem, não apresentando qualquer remorso disso e quando questionada sobre a falta de meios contraceptivos respondeu apenas que não queria tirar prazer sexual ao seu parceiro, seguindo-se a descrição da imundice que criava em casa a cada aborto que fazia, onde tudo era sangue e entranhas.

Sou a favor do aborto, nunca o escondi. Acho que o casal e, sobretudo, a mulher deve poder escolher em que circunstâncias querem ser pais/mãe. Mas isto não é um acidente de percurso, é falta de bom-senso e princípios. Bem sei que no dia-a-dia há muitas Paulas Rego, que fazem do aborto um meio de contraceptivo alternativo e é por isso que vou mais longe e defendo a criação de um registo oficial de todas as intervenções deste género que uma mulher solicita. A dada altura, se a responsabilidade não é auto-imposta, acho que cabe à sociedade impor limites à idiotice humana.


segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Cláudia, a (pseudo)gourmet - versão testamento


Pois que eu sou pessoa que gosta de comer e experimentar coisas novas já é sabido. Nos últimos meses adicionei alguns novos spots à minha lista, uns que são para repetir e outros que são para fugir. Atentemos, pois, a uma review gastronómica bastante nortenha.

O primeiro espaço foi o Restaurante Dona Belinha, inserido no Hotel Meira, em Vila Praia de Âncora. Fui lá já há um par de meses, e, grosso modo, foi a primeira desilusão da lista. O espaço é engraçado e está bem decorado, o serviço de mesa é simpático e atencioso como se quer num espaço destes. Quando lá fomos escolhemos o risoto de zamburinas e camarão. Tratando-se de um dia da semana e pelo prato que escolhemos ser de confecção rápida decidimos que nos ficaríamos apenas pelo couvert, enquanto esperávamos o prato principal. Uma trilogia de azeites: azeite virgem extra, azeite com vinagre balsâmico e manteiga em azeite e ervas finas. Pão fresco, estaladiço e até aqui tudo bem. Os empregados sempre solícitos e com deferência q.b.. O problema, meus amigos, o problema foi a partir daqui. Com a sala a menos de metade da sua capacidade (com espaço para não mais de 30/40 pessoas) estivemos uma hora e dez minutos até chegar a nossa vez de ser servidos. Repito, 1h10 à espera de um risoto. A certa altura, e já antevendo a nossa vontade de pedir a conta e ir embora, lá vem um dos empregado de mesa pedir desculpa pela demora e garantir que estava quase, quase a servir-nos. Ainda esperamos os tais 10 minutos até ter direito a poder jantar. O risoto chegou-nos bem apresentado, que sim, mas depois de provado não nos fez achar que tivesse valido a pena a espera. O tempero era demasiado forte e adocicado (não tenho a certeza, mas acho que a base do tempero era erva-príncipe em exagero) e a partir do meio da refeição tornava-se enjoativo. Em ambos os pratos foi comida para trás. Já não me recordo se pedi sobremesa tal foi a sensação de desilusão, mas caso o tenha feito do mesmo se pode depreender que, se não me recordo, é porque não foi digna de registo.
Assim, e quanto ao restaurante Dona Belinha, pode ter sido azar nosso em apanhar a cozinha num dia terrível, mas tão cedo não conto em repetir.

Segundo espaço, este uma surpresa mais agradável. Por Braga, mais concretamente no shopping BragaParque, onde abriu recentemente um novo espaço na zona de restauração dedicado ao sushi. Atendendo a que estamos a falar de um espaço de take away, a crítica tem que ser também condicionada por isso. Portanto, fazendo a relação qualidade/preço é para repetir. É só deixarem de ser tão agarradinhos na distribuição de tarê nos hot rolls e parece-me que sempre que me der vontade de me desgraçar na Primark de Braga já tenho sítio para me reabastecer de energias.

Terceiro spot e mais um fiasco. Manjar das Francesas, na Póvoa do Varzim. Eu e Excelso Esposo saímos de casa com intenções sérias de nos abancarmos à mesa com uma bela francesinha para jantar. Inicialmente o destino era a Invicta, mas como era fim-de-semana e estávamos na onda de poupar em combustível e portagens, fomos pela estrada nacional. Ali na zona da Póvoa lembramo-nos que já nos tinham falado bastante bem do tal manjar das Francesas e decidimos encurtar o caminho. GPS programado e lá chegamos nós. O espaço é um snack-bar mesmo à face da estrada mas com parque de estacionamento muito perto. O primeiro grande inconveniente aparece logo à entrada: a falta de multibanco. Vários cartazes de grande dimensão alertam os mais incautos para a realidade de que ali não entra dinheiro de plástico. Sentados à mesa, tivemos que chamar o empregado par nos vir atender, senhor pouco dado às simpatias e solicitudes. Serviço extra-rápido, em menos de dez minutos tínhamos o prato a fumegar à frente. Primeira impressão: nunca tinha visto uma francesinha regada com ketchup e mostarda! Adiante, supera-se. Como sempre que se prova uma nova francesinha, pega-se numa batata e ataca-se o molho. Fraco, fraquinho. Picante, sim senhora, mas passado o ardor inicial na boca só fica o sabor do álcool mal evaporado e nem vestígios do sabor das carnes que deveriam servir para dar gosto forte ao molho. A francesinha em si mesma não é mais que pão com bife, fiambre e queijo. Não há linguiça, não há salsicha, não há mortadela. Só bife e só se pedirmos a especial. A normal é mesmo só uma mista regada com muito molho. Concluindo, mais uma desilusão e quem me diz que aqui se concorre com o Cufra ou o Capa Negra é pessoa que me merece desconfiança no palato.

Quarto ajuntamento, ficamos quase à porta de casa e, talvez, a melhor das descobertas. O Tabernão. Tasca assumida, com as tapas a encabeçar todas as escolhas. Serviço despretensioso mas eficiente. Comida honesta e de boa qualidade a preços bem amigos. Altamente recomendado para quando se quer juntar conversa de amigos e boa comida num só lugar.

Em suma, se eu não gostasse tanto de comer estava rica!

quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

venha o diabo e escolha!


No meu prédio há um apartamento em que vivem uns 3 ou 4 italianos num regime de vai e vem (i.e, ora estão uma semana, ora desaparecem duas), todos com um aspecto esquisito! Nunca foram mal educados, pelo contrário, mas têm todos uns horários estranhos.
Já partilhei com Excelso Esposo a minha convicção de que temos uma célula da Gomorra mesmo em cima da nossa cabeça.
Não chegamos foi à conclusão sobre se isso é bom ou mau. Se estamos melhor protegidos que ninguém ou se estamos mais sujeitos a aparecer na capa do Correio da Manhã que qualquer outra pessoa cá pelo burgo.


terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Dos objectivos



Uma série de acontecimentos relativamente recentes fizeram com que se me entranhasse na pele a sensação de falta de motivação numa parte do meu trabalho. Criou-se a certeza de que por muito que se dê, por tudo que se faça, há sempre vários outros valores que para a outra parte serão mais importantes. Aliás, não são muitos valores, é só um: dinheiro. Com a falta de reconhecimento eu até durmo bem, com a falta de investimento naquilo que sei que valho é que eu já tenho mais dificuldade em aceitar. A motivação não me sai debaixo das pedras da calçada cada vez que saio à rua às oito da matina e eu não sou pessoa que tenha nascido para ver os outros passarem por mim só porque sim. Portanto, e porque isto de ser adulta é uma chatice e ter contas para pagar ainda mais, a minha necessidade de me libertar de algo que me afunda é cada vez maior e procurar algo que ralmente me faça o sangue ferver uma necessidade cada vez maior.


segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Isto da idade


...dá lições melhores que qualquer livro de um grande autor. 

Sou taciturna e de humor negro bastante carregado, chega a ser cáustico, mas cada vez tenho mais cuidado com as palavras que uso e quando as uso. Não por hipocrisia, por precaução.

Se com Excelso Esposo chegamos ao ponto de terminar as piadas negras um do outro (há casais que terminam declarações de amor, nós é mais de guerra) e quase concorremos pelo título de mais inconveniente, fora dessa esfera sou cada vez mais cuidadosa. Porquê? Porque todo o santo dia vejo alguém fazer uma tentativa de piada ou a mandar um bitaite em que penso 'e um espelho, hã!? Isso é que era de valor!' e, apesar de conviver muito bem com todos os meus defeitos (ou sobretudo por isso), confesso que tenho receio de algum dia ultrapassar a linha da análise do próprio umbigo. Haverá lá coisinha mais deprimente do que estarmos a criticar meio mundo quando nem perdemos dois minutos a olhar para nós mesmos para perceber que fazemos/dizemos/somos iguais ou piores? Sermos ultrapassados pelo nosso próprio sendo do ridículo?

Se continuo a fazer piadas mentalmente? Claro. Se as partilho quase sempre com Excelso Esposo? Com certeza. Se acho que o tento na língua que eu fui aprendendo a ter se devia aplicar à maioria das pessoas que eu conheço e, sobretudo às que (não) conheço na internet? Sem qualquer margem para dúvidas.


sábado, 20 de Setembro de 2014

Dos pormenores


Sábado. Acordar tarde, não pelo despertador mas por D. Gil a queixar-se do atraso do seu pequeno-almoço. Um bocadinho de preguiça e mimos na cama. Metade de um episódio de modern family. Levantar e fazer a cama de lavado. Preparar panquecas com chocolate e doce de frutos silvestres. Namorar à mesa. Sofá e mimos no peludo. Mais tv, um pouco de net. Decidir que não nos apetece sair para almoçar. Pôr um entrecosto de porco no forno com laranja e voltar para o sofá enquanto o calor faz magia. Pensar que ainda só é sábado e que ainda temos tantas horas para outros tantos pormenores destes.