quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Cláudia, a interesseira!


Costumo dizer que tenho um sorriso 'aprostitutizado', ou seja, se eu vir que me vai beneficiar, visto o meu melhor sorriso e a minha voz mais docinha e acabo por conseguir algo que sem ele, o sorriso, levaria bastante mais tempo ou seria mais trabalhoso. E como sou moça pequenina, com a genética a meu favor (apesar dos trinta anos e da aliança na mão esquerda todos me tratam por menina) e como quando sorrio até faço covinhas nas bochechas, basta adocicar a voz (sou pró neste ponto!!) e, voilá, tudo se torna mais fácil até para uma pessoa pouco dada a momentos cutchi-cucthi, como é o caso.

Exemplo, há dias precisei de ir à PSP aqui da cidade, a esquadra fica numa rua com imenso movimento e de difícil estacionamento e eu estava sem vontade nenhuma de andar à chuva e ainda ter que pagar parque. Pois que em frente à esquadra há meia dúzia de lugares de estacionamento destinados aos carros ao serviço da PSP e a mim pareceu-me que era o sítio ideal para estacionar enquanto tratava do que precisava, já que há pelo menos dois ou três desses lugares que estão sempre vazios. Enquanto estacionava já via o agente da portaria a fazer má cara e a preparar o apito para me avisar. Fiz cara de desentendida, estacionei, saí do carro e fui ter com ele com o tal do sorriso profissionalmente inocente, consciente das tais covinhas na bochecha e com voz de mel digo-lhe 'Sabe Sr. Agente, precisava de ir ali dentro tratar deste assunto será que posso deixar aqui o carro por dez minutos?' Responde-me ele  todo muito simpático (diria até algo corado!), 'claro, menina, dez minutos, meia-hora, o que precisar! Esteja descansada!' e lá fui eu, feliz e contente. Hoje fui ao departamento de investigação criminal tratar duns assuntos, o inspector que me abriu a porta só faltava rosnar quando ouviu a campainha, dei os bons dias com a tal da voz melosa e foi todo um novo amanhecer na cara do senhor, era só por favores, com certezas e muito obrigados até de lá sair.

E isto, caríssimos, é truque que funciona na PSP, nas finanças, na segurança social, nos bancos e até nos CTT. Normalmente o efeito é mais notório quando o alvo são homens, de preferência dos quarenta para a frente, mas também resulta regularmente com senhoras, tenho é de ter o cuidado de parecer ainda mais ingénua que o costume.
Há quem diga que é cinismo da minha parte, eu prefiro chamar-lhe dom. Osportantos, da próxima vez que Vos aparecerem situações semelhantes, experimentem, vão ver que têm agradáveis surpresas!

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Cláudia, a modesta


O Natal está aí à porta e com o passar dos anos as coisas realmente importantes ganham cada vez mais destaque. Pensamos cada vez menos naquilo que queremos receber e muito mais no que gostaríamos de oferecer. Pensamos muito mais no previlégio que é ter quem realmente importa à mesa conosco e não quantos embrulhos nos calham no sapatinho.
Apesar da minha falta de fé nas religiões, o Natal é a altura do ano que mais gosto. Não porque nasceu Jesus, não porque a Coca-cola inventou o Pai-Natal mas porque gosto das luzes e do espírito de felicidade que invade as pessoas no geral.

Mas pronteesss seria uma terrível mentirosa se dissesse que não ficaria desapontada se na minha meia não aparecesse sequer uma caixinha de ferrero-rocher da praxe. Mas como os chocolates engordam e eu já estou lontra que chegue, eu dou uma piquena ajuda em ideias para ofertas bem mais light e igualmente baratinhas.


Uma manta-cachecol! Destas em padrão tartan, giras, enormes e extra quentes. 

Ah e tal mas não sei onde é que vende! Primark, meujamigos! Primark é a palavra chave. Isso e meia dúzia de euros no bolso e têm certamente uma moça feliz e contente! Assim sendo, querido Papai Noël, se não acertar pelo menos um tiro no alvo é coisa para eu começar a duvidar das suas capacidades|

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Se eu podia por aqui a foto do rabo gigante da Kardashian na Paper?*


Podia. Mas daqui a um ano vinha ver o que estava a fazer por esta altura da minha vida (sim, faço isso com alguma frequência, é um exercício engraçado para quem anda nisto dos blogs há um bocado de tempo) e tinha que olhar para aquilo novamente e era uma coisa que me arrepia só em pensar, portantos se há dúvidas sobre o que se comenta agora, tirai dois minutos e googlai!

Assim sendo, prefiro pôr esta que engloba o clã Kardashian e em que a percentagem de pele à mostra é pacífica.


E, a partir daqui, iniciar a análise deste núcleo duro do 'apareci na tv porque sou famosa e sou famosa porque apareci na tv'.

A mãezinha, Sôdona Kris, tem assim um ar de quem deve ser impossível de aturar (mas isso têm todas, vá!) mas para a idade que tem e, sobretudo, para a quantidade de crianças que aquele corpo já pariu está para lá de bem. Está muito bem que não faz outra coisa na vida que não cuidar de si mesma, mas quantas não há com a mesma profissão e não valem um chavelho furado?! Pois. Um Bravo a ela, que apesar do marido viciado ainda não sucumbiu às tristezas do botox.

Segue-se a Klhoe que deve ser a mais descompensadita das quatro, principalmente depois do divórcio do marido-jogador-drogado-profissional. Aquilo quando lhe dá para o pé de chinelo, ui. Tem sempre aquele ar de bruxa de filmes de animação da Disney e faz questão de ter sempre guarda-roupa a condizer com a personagem.

Depois temos a Kourtney, a mais gira e elegante delas todas. Não sei se os anos ao lado do auto-intitulado Lord Disick e o facto de ele ter sido modelo internacional (e o mais giro dos homens que passou pelas manitas das três fofas em conjunto, apesar da falta de tino evidente) tem algo a ver com isso mas é a única que está (quase) sempre bem vestida e que não promove o Kardashian-super-rabo-power.

Finalmente a kinzinha. Depois de já a ter visto entretida com o black-lollipop que a fez ficar realmente famosa é certo que dificilmente esta moça teria o meu respeito (não que ela o necessitasse, 'mas adiante!), mas se ela fosse moça dada à elegância e ao saber estar a coisa até se esquecia, que não estamos entre virgens e portanto se os bichinhos gostam porque não poderia a nossa Kim apreciar também?! Mas toda ela é trashy-look e um sério caso de 'podes tirar a moça do bordel mas não podes tirar o bordel da moça'.

*sim, eu só vejo o E! por causa das kardashian's. É o meu guilty pleasure mais que assumido!

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Como saber que estás a ficar velha*


Ao fazer o registo de entrada dum novo trabalhador hesitas quando na data de nascimento aparece '1996'. Primeiro pensas que não podes prosseguir porque é trabalho infantil! 1996, pfff... Impossível!

Depois vês que não. Que o facto de em 1996 tu até já teres idade para ter um enorme crush pelo Rogério do 10º ano e sonhares que ele olha para ti na fila do bar e te convida para a festa do final do ano só faz de ti velha mas não significa que alguém esteja a infringir as leis laborais em vigor.

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*Ou de cada vez que preenches um formulário online teres que fazer várias vezes scroll down até encontrares o teu ano de nascimento.


segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Inspira, expira...


São os palermas da Pt comunicações que desataram a lançar facturas associadas ao meu Nif mas agora, apesar delas constarem todas no efactura, ninguem me sabe responder do que são nem porque raio estão no meu nome.
São, mais uma vez, os idiotas da Pt Comunicações que depois de eu ter solicitado a alteração dum serviço e respectivo cancelamento e ter recebido deles uma sms a confirmar a dita alteração continuam a emitir a respectiva factura e a exigir o pagamento.
Sãos os idiotas da edp que passam seis meses sem fazer leituras do gás e, de repente, dizem que afinal têm que fazer um ajuste de €100.
É a lenta da moça dos ctt da terrinha onde está localizado o escritório que trabalha a uma velocidade de um envelope a cada cinco minutos, não importando se tem uma fila com duas pessoas ou vinte.
São os vizinhos e a FDP da mania de irem conversar para os corredores de madrugada.
É o pessoal que não sabe as regras básicas de cedência de passagem e acha que por ter carros grandes isso lhes dá prioridade.

Enfim, se deixar de dar notícias é porque matei alguém e fui apanhada.

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Et voilá!


Comprei as primeiras decorações de Natal deste ano, afinal de contas daqui a três semanas é dia de, por tradição, montar a árvore e decorar toda a casa!

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E só porque eu sou uma pessoa para lá de espectacular, as lojas DeBorla estão coisas para lá de mimosinhas a preços muito, muito simpáticos.

terça-feira, 4 de Novembro de 2014

I-n-L-o-v-e!!!



Já lá vai o tempo em que eu saía de casa todo o santo dia de salto alto, fosse andar cinco quilómetros ou quinhentos metros a pé.
Actualmente, a cada manhã, olho para a sapateira, penso que aqueles saltos iam mesmo ficar giros naquela roupa mas acabo sempre por pegar nos rasteirinhos.

Além disso não gosto do botim típico que tem a sola demasiado grande e grossa e pesada. Cansa-me o pé que é só pele e osso (infelizmente é coisa que só acontece mesmo no pé) e as pernas tanto como os saltos. Por isso a minha paixão por sapatos oxford/blucher e botins do mesmo género ganha cada vez mais força.

Estes, da stradivarius, são a coisa mais riquinha que vi nos últimos tempos.

sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Da (dura) vida real


Eu sou uma pessoa de difícil comoção, é um facto. Mas se por um lado me revoltam profundamente as injustiças sobre os inocentes, sobre aqueles que nada fizeram para merecer aquilo, que até foram precavidos mas ainda assim o sistema quis que nada resultasse, já tenho alguma dificuldade em sentir a mesma empatia pelos incautos, por aqueles que até poderiam ter a melhor das intenções mas que ainda assim foram demasiado longe na sua audácia e ficaram, por isso, à mercê do destino.
Isto a propósito DESTA notícia.

Por aquilo que consegui perceber pelo que li e ouvi até agora, trata-se de um casal que emigrou para o Dubai há relativamente pouco tempo. A gravidez teve graves problemas e a bebé teve que nascer de cesariana aos cinco meses de gestação, tendo que ficar, agora, um largo período sob cuidados médicos para garantir o seu saudável desenvolvimento.
O que me aflige logo a seguir à realidade que é ter uma vida inocente em causa é a falta de precaução de quem devia tomar conta dessa vida ainda em construção. 
A crise, essa rameira, cortou as pernas a muito boa gente, bem sei. Mas sair grávida de um país que tem um SNS de referência (e os que acham que não é só porque não têm o mínimo conhecimento do que se passa além mundo) para um país em que as coisas só funcionam movidas a (muito) dinheiro, independentemente do que esteja em causa, deixa-me em pele de galinha. Tenho conhecidos a morar no Dubai e, por isso, sei que €2500 não dá para ter uma vida desafogada, muito longe disso, para um casal quanto mais para quem tem filhos. A repressão sobre as mulheres estrangeiras continua, no dia-a-dia, a fazer-se sentir e, ainda assim, ainda há quem embarque nestas aventuras tresloucadas sem medir os prós e os contras?!

Tenho uma experiência um pouco semelhante na minha família. Um primo meu mora na China há vários anos. A mulher, chinesa, engravidou e ao quinto mês de gravidez meteram-se as duas pessoas e meia num avião, enfrentaram quase vinte e quatro horas de viagem, tudo para garantir que a bebé nasceria em Portugal. Porquê? Porque o SNS aqui é bom, porque era uma menina e ter nacionalidade exclusivamente chinesa poderia ser dramático daqui a uns anos, porque como não são ricos não quiseram arriscar caso houvesse complicações nos últimos meses de gestação. Por precaução, sobretudo por precaução.

Posto isto, não digo que vamos assumir a posição sempre ingrata do 'eu sabia', mas penso que este e outros casos igualmente aflitivos devem servir de exemplo sempre que alguém faz as malas e tenta abalar deste país em que, apesar de tudo, o sol ainda vai brilhando, os vizinhos e amigos vão ajudando, para se enfiar sabe lá o diabo onde, correndo riscos que nem no inferno se adivinha.

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ADENDA:
Afinal a gravidez aconteceu com a família já no Dubai, estando estes assegurados por um seguro particular de saúde básico em que  gravidez ou parto não estavam contemplados e, portanto, sem cobertura para qualquer complicação que daí pudesse surgir.

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Dizem que a culpa é da PDI!


Até aos 25 anos eu comia o que me dava na real vinheta e nem sequer pensava se aquilo me faria engordar. Durante anos pratiquei natação e tinha o corpo definido, deixei quando fui para a faculdade e nem isso significou qualquer aumento de peso. Lá andava eu a levar uma vidinha muito pouco regrada ao nível do exercício e da alimentação e a vestir nas minhas calças preferidas nº32 sem pensar na sorte que tinha.

Há mulheres que gostam das chamadas curvas voluptuosas, eu não. Eu sempre fui aquilo que vulgarmente se apelida de trinca-espinhas e sempre gostei. Há as Kardashians e as Beyoncés desta vida sempre a sensualizar mas eu sempre preferi as Bundchen e as Sampaio.
A partir do quarto de século, porém, as coisas começaram a descambar e, sem perceber muito bem o porquê, comecei a dar por mim a ter que que ter muito tento na boca, caso contrário tinha que dançar o hula hoop para conseguir fazer as calças passarem nas ancas.

Aos 24/25 anos oscilava entre os 48 e os 50kg, hoje em dia ando ali entre os 53 e os 55kg, dependendo da minha lontrice. Bem sei que não é dramático e estou longe de poder ser apelidada de gorda, mas para mim que, lá está, sempre gostei de ser a trinca-espinhas, faz-me espécie. E vai-se a ver e é uma luta diária comigo mesma, ora a grande vontade de comer coisas boas (e eu sou pessoa que gosta de comer coisas boas, oh pois sou!) e a necessidade interior de me olhar ao espelho e gostar do que me é mostrado.

A modos que pronto, conformada com este meu triste fado que é não ser bela e boa só porque sim, este fim-de-semana aproveitei uma promoção do supermercado do Tio Belmiro e esta moçoila é a mais nova habitante cá de casa. A ver se ganho coragem para me atirar a ela com garra.


quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

A minha alma aparvalha um bocadinho mais a cada dia.



A minha digníssima sogra tem uma colega de trabalho cujo filho e nora são da minha idade (ou seja, trinta anos). Ele é professor sem horário completo, ela trabalha numa loja do shopping. Vivem num apartamento arrendado perto de mim (que não sendo a zona mais cara da cidade também não é propriamente a mais em conta) e da última vez que o senhorio fez a actualização da renda a moça ligou para a sogra, a colega da minha sogra, portanto, em prantos que não sabia como ia ser deles com mais este gasto, que precisavam de ajuda. Acrescente-se a isto o facto do jovem casal jantar todos os dias na casa dos pais dele para, assim, pouparem na conta do supermercado e conseguirem gerir orçamentos.
Pois que se eu já sabia disto e achava tudo um tanto estapafúrdio (isto de querer ser adulto à custa dos outros causa-me certa urticária, confesso), imaginem a minha cara de tacho quando há dias a mãe de Excelso Esposo, em conversa, me diz que a jovem em questão está grávida. Grávida não porque teve um percalço mas porque quis e fez por isso.

Em suma, temos um casal que a dois tem que fazer a conta a todos os tostões que gasta, que se alapa diariamente à mesa dos pais para conseguir gerir a vidinha, que tem empregos incertos e mal pagos mas que acha que, mesmo assim, é uma grande ideia trazer um ser indefeso a este mundo a esta altura do campeonato. 


Faz todo o sentido, portanto.

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Como é que nunca ninguém pensou nisso?



A esta altura do campeonato já toda a gente viu a nova cara da Renée, mas se não viram fica ali em cima como ilustração.
Diz Sôdona Zellweger que não fez nada, nenhuma cirurgia, nenhum peeling, rien de rien. Segundo a senhora tudo o que a fez mudar foi tornar-se feliz.

“Em vez de parar para reequilibrar, continuei a correr até fazer más escolhas sobre como esconder a exaustão. Apercebi-me do caos e finalmente escolhi coisas diferentes”


E afinal é isto, décadas e décadas a inventar disfarces para os super-heróis do cinema e, afinal, era tão simples. Bastava dizer que eram verdadeiramente felizes e isso bastava para mudar de cara e ninguém os reconhecer.

Já lá dizia o Pipi que a ciência havia de evoluir à estúpida.

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Cláudia, a insatisfeita


Tenho em mim múltiplas personalidades, sendo que as duas mais fortes são a agente imobiliária e a gestora de recursos humanos. Digo isto sem qualquer nível de conhecimento psiquiatrico que me faça ter justificação para aferir tal diagnóstico e tão só baseando a minha aguçada e incessante curiosidade por ver sites de casas (inclui venda, arrendamento e até permutas) e sites de anúncios de emprego.
Sendo que geralmente é só para matar tempo há, no entanto, ali patente uma pequena esperança de me surgir uma oportunidade para lá de fabulástica numa das duas áreas de maior interesse.

Pois que há umas semanas dei com um anúncio para uma vaga de emprego que me parecia bastante interessante e praticamente feito à medida do meu Curriculum. Como quem não quer a coisa enviei o CV e não pensei mais no assunto. Dias depois ligaram e queriam marcar entrevista. Expliquei que, tal como dizia no CV, eu estou empregada e não tinha grande flexibilidade de horários. 'Ai mas gostávamos muito de contar consigo e veja lá e mimi'. Marcamos para certa hora. Cheguei quase um quarto de hora mais cedo porque para mim a pontualidade é uma cena para lá de importante e demonstra o grau de respeito que se dedica à coisa. Vinte e cinco minutos depois da hora marcada, quarenta minutos no total, ainda não tinha sido chamada nem me tinham dado a mais leve satisfação pelo atraso. Ora que não estando eu num mau emprego, a mudar teria que ser para melhor, está bom de ver. E uma empresa que deixa uma pessoa quase meia-hora à espera sem sequer oferecer um cafezinho como desculpa logo na primeira fase de conhecimento não me parece uma empresa que se preocupe muito com os seus colaboradores. 
Assim, a minha típica falta de paciência associada ao ódio de estimação pelos atrasos nacionais fez com que levantasse o meu esbelto begueiro da cadeira que me havia sido dada a título de empréstimo para aguardar a minha vez e me dirigisse à recepcionista antipática (que percebia tanto de computadores como eu da cultura do ananás dos Açores, pude constatar no pouco tempo que privei com a senhora) e disse-lhe, armada em voz da casa dos segredos, que da minha parte era tudo por agora. Que ia à minha vidinha e que tinha sido pouco simpático fazer-me abalar da minha rotina para nada. A dita senhora pouco amiga das novas tecnologias ficou a olhar para mim como se de um ET me tratasse.

Moral da história? A mania destas espécies de empresas nacionais que não têm respeito nenhum por quem precisa e quer trabalhar. No meu caso eu pude fazer-lhes um belo dum manguito mental e mandá-los pastar, a maioria das pessoas não pode e por isso atura estas faltas de respeito sem contestar e dá-lhes mais força para que isto se torne rotina. E, não querendo ser fatalista mas já o sendo, é por merdas como esta (pardon my french) que este país não sai da cepa torta.

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Cláudia, a Low-Profile


Há uma personagem da pseudo-elite vianense que, ao que parece, toda a cidade parece adular. A personagem embora já tivesse idade para ter juízo e recato  gosta e faz por dar nas vistas. Muita é a gente que por Viana diz que a conhece, embora não conheça, que é amiga, muito embora não seja, que segue o seu FB religiosamente.
Essa personagem é minha familiar directa, directinha e, apesar disso, eu devo ser das poucas pessoas nesta cidade e arredores que não só faz questão de ocultar essa ligação, como tem certa vergonha em efectivamente partilhar o mesmo sangue que a dita cuja.

 Será caso para dizer, a quem não conhece o padre-nosso da questão, dá Deus nozes a quem não tem dentes?!

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

ABSOLUTELY-IN-LOVE!



Se eu não tivesse (bastantes)contas para pagar era moça para largar tudo e ir já hoje botar-lhe as mãos em cima.
Pull and Bear - €49.99

Sobre aquilo da Jessica Athayde



...e vamos ser mulheres unidas e mimimi, pardais ao ninho.

A dita moça até poderia ter estado bem se (há sempre um SE nestas coisas) a própria Jessica tivesse curriculum imaculado nesta coisa das críticas só porque sim. Mais que uma vez a própria actriz se fez valer das redes sociais para mandar piadas ou simplesmente fazer comentários cáusticos sobre, por exemplo, os concorrentes dos reality shows da tvi, sem pensar que também aquelas pessoas eram pessoas reais (desculpem-me a redundância, mas não é minha).
Sobre a questão dela estar ou não gorda, é para o lado que durmo melhor. O corpo é dela, se ela e o responsável pela marca que estavam a promover acharam que ela podia, quem sou eu para dizer que ela pode ou deixa de poder. Se há corpos mais bonitos? Há! Se há corpos mais feios? Também. Sempre foi assim, sempre será. 

A minha estranheza é apenas este içar da bandeira da igualdade e do recurso ao argumento do bullying. A Jessica já foi bully. A Jessica já disse publicamente mal de alguém baseado naquilo que viu na tv ou leu numa revista (vão lá ao mural do FB da moça e escarafunchem lá no fundinho da coisa). A Jessica, nesse momento, não se lembrou que essas eram também pessoas reais nem se aquilo que ela estava a dizer ia magoar ou ferir a auto-estima de alguém?!
A Jessica usar o argumento de que o que magoa é serem mulheres a criticar mulheres e que bonito eram irmos todas fazer crochet e beber chá juntas só porque todas temos pipi é, no mínimo, naïve, porque a condição de mulher aqui é um pormenor. Somos pessoas e as pessoas no geral não gostam de todas as pessoas com quem se cruzam nem são boas  pessoas todos os dias. Às vezes criticamos só porque sim. Tal como a Jéssica já o fez, como as amigas da Jessica já o fizeram e todos continuarão a fazer. A diferença, hoje em dia, é a capacidade de disseminação dessa informação graças aos milhares de amigos que a maioria ostenta online.

Assim, a polémica da gordura da Jéssica é uma não polémica, a resposta da Jéssica à polémica que nunca foi polémica é só um tiro no pé.